Ourém | MOVE quer que Costa e Marcelo venham ver “asfixia” de Fátima

Ex-presidente de Ourém, Vítor Frazão, quer que António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa venham constatar a "asfixia" económica da cidade Foto: mediotejo.net

O MOVE de Vítor Frazão, agora designado “Movimento Cívico”, promoveu na segunda-feira, 10 de agosto, o primeiro de 13 debates pelas freguesias do concelho de Ourém, a fim de auscultar a população. O primeiro tema foi “Fátima e a Crise”, que decorreu na cidade religiosa, no restaurante “Retiro dos Caçadores”, e reuniu uma dúzia de empresários locais, entre hotéis, restaurantes e comércio. O ex-presidente da Câmara de Ourém quer que o Primeiro – Ministro, António Costa, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, venham constatar a “asfixia” da cidade religiosa.

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“Estamos aqui pela positiva”, começou por afirmar o autarca, mas “esta crise de Covid-19 está a sufocar a economia do nosso concelho”. Vítor Frazão constatou um “panorama sombrio”, apelando à organização de uma grande conferência de imprensa, de âmbito nacional, onde se expusesse que Fátima é um destino seguro.

“Os órgãos de soberania só se interessam quando vem um Papa”, constatou, criticando o atual excesso de foco do Governo pelo Algarve. “O Primeiro-Ministro já devia ter vindo a Fátima”, afirmou, propondo a organização de um lobby que pressione António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa a visitarem a cidade, para “testemunhar a asfixia da economia local”.

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Outra das propostas de Vítor Frazão foi a de se criar um gabinete de crise que pense estas questões, a fim de orientar o concelho face à possibilidade de uma segunda vaga. “Fátima está a ser asfixiada”, reiterou, comentando que não se vê ninguém nas ruas.

No debate participaram vários empresários locais, constatando essencialmente os problemas de tesouraria, de cumprir encargos e pagar salários, apelando-se à renovação do layoff simplificado e a um conjunto de ajudas fiscais, inclusive ao nível do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). As propostas do debate, que evidenciaram a eminência de um grave problema social, serão integradas num documento que o MOVE vai enviar a várias entidades, foi mencionado.

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Na conclusão, Vítor Frazão constatou que os problemas locais vão além da pandemia e que a economia de Fátima precisa de ser repensada.

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