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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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Ourém | Mais de 130 mil motociclistas reuniram-se em Fátima para a “bênção dos capacetes”

Fátima recebeu cerca de 130 mil motociclistas na manhã de domingo, dia 22 de setembro, que se deslocaram até ao recinto do Santuário para participar na sexta edição da “Benção dos Capacetes”, tendo ouvido uma mensagem enviada pelo Papa Francisco que os alertou para a necessidade de não porem as suas vidas em perigo.

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Esta peregrinação dos amantes de duas rodas tem atraído cada vez mais participantes e é também um momento de convívio e divulgação do motociclismo, entre iniciativas de cariz solidário que todos os anos são desenvolvidas pela organização.  O município de Ourém esteve representado na cerimónia religiosa pelo Presidente da Câmara, Luís Miguel Albuquerque, e enquanto parceiro, associou-se à mensagem de sensibilização, prevenção, segurança rodoviária e educação cívica motociclista que está na génese da iniciativa.

Na mensagem que o Papa enviou aos participantes na ‘bênção dos capacetes’, citada pela agência Ecclesia, Francisco apelou ao “respeito por todas as pessoas, ao amor, à caridade recíproca, a jamais pôr em perigo a própria vida e a dos demais, a moderar a pressa, a impaciência, a euforia da velocidade, para nunca serem causa de lágrimas e de sofrimento”.

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A bênção foi concedida pelo papa, pela primeira vez, aos motociclistas que, pelo sexto ano consecutivo, se concentram em Fátima nesta época do ano, refere a página do Santuário na internet, sublinhando que a peregrinação de domingo contou com “mais de 130 mil” participantes.

“A quantos correm velozes pelas estradas do mundo com as suas esplêndidas motas, obras-primas da inteligência e da técnica, encorajo a elevar o pensamento e o afeto para a sua celeste padroeira, Nossa Senhora dos Motociclistas”, afirma o Papa na mesma mensagem, lida no final da celebração.

“Não percam de vista a `estrela’ luminosa que é Maria Santíssima, consultem esta `bússola’ durante a navegação da vida, rezando-lhe todos os dias com humildade, retidão e confiança, porque se se ora sinceramente à mãe de Cristo, também a fé se mantém viva e eficaz”, acrescenta ainda o texto da ‘bênção apostólica’, que começa por saudar os participantes na cerimónia.

Mais de 130 mil motociclistas reuniram-se em Fátima para a “bênção dos capacetes”. Foto: CMO

Também o cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima, enviou uma mensagem a este grupo de peregrinos que confia ao “Coração Imaculado da Virgem Mãe que, aqui em Fátima, se apresentou como refúgio, consolação e caminho que nos conduz ao encontro com Jesus”.

“Que Nossa Senhora de Fátima vos abençoe, acompanhe e proteja ao longo dos vossos caminhos. Seja ela a estrada segura que vos leva ao horizonte sem fim, que é a vida boa e bela com Deus e com os irmãos” refere, de acordo com o Santuário, a mensagem do cardeal.

Antes da ‘consagração a Nossa Senhora’, os motociclistas ouviram um apelo do presidente da celebração, Rui Valério, bispo das Formas Armadas e de Segurança, para fazerem da sua união um testemunho vivo contra a “atmosfera da autossuficiência” que impera na sociedade de hoje.

“Quando juntos trilhais os quilómetros das estradas, estais a dar ao mundo um maravilhoso testemunho da força da união que vos mantém coesos: juntos conseguem-se vencer obstáculos e alcançar metas. A entreajuda é o antídoto mais eficaz para curar a doença social, hoje muito em voga, que é a cultura do descarte ou seja, de se interessar pelo outro só enquanto ele nos seja útil”, disse Rui Valério.

Com início em 2014, a “bênção dos capacetes” realiza-se anualmente com um fim solidário.

Este ano as verbas recolhidas, sobretudo na venda de ‘merchandising’, revertem a favor da aquisição de equipamentos para os centros de Medicina e Reabilitação de Alcoitão e de Vila Nova de Gaia e para os Bombeiros de Águas de Moura, indica o Santuário de Fátima.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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