Ourém | Luís Albuquerque (PSD) defende concelho em “lugar central político e na economia portuguesa” (c/vídeo)

A tomada de posse dos eleitos de Ourém decorreu na segunda-feira, 23 de outubro, no Cine-teatro Municipal, com o momento simbólico de entrega da chave do município pelo presidente cessante, Paulo Fonseca (PS), ao presidente eleito, Luís Albuquerque (PSD-CDS). Com nova cor política, Fátima permanece como uma das grandes prioridades. Luís Albuquerque focou porém a importância de dar mais atenção à floresta, para que o município não seja afetado no próximo verão pelos incêndios que varreram o país em 2017.

O executivo municipal de Ourém é composto neste mandato por quatro eleitos do PSD-CDS e três do PS. Luís Albuquerque, Natálio Reis, Isabel Costa e Rui Vital formam o novo elenco camarário a tempo inteiro, que coloca termo a oito anos de gestão socialista. Na tomada de posse não faltaram porém elogios à equipa cessante, sem esquecer os que não foram eleitos mas também fizeram parte da campanha eleitoral.

Ourém | Tomada de posse. Novo presidente Luis Albuquerque (PSD-CDS)

Publicado por mediotejo.net em Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

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Na sua intervenção, Luís Albuquerque começou por frisar que “a nossa investidura não é uma afirmação de vitória eleitoral, é essencialmente um compromisso de responsabilidade e uma aposta na construção de um governo municipal que seja eficaz e possa realizar o que mais importa a todos. Portanto, para esta jornada de quatro anos, ninguém parte derrotado, ninguém fica à margem do nosso projeto, todos contam e todos são necessários”.

“Receber um testemunho com quase mil anos é a máxima honra para um filho desta terra, honra essa que aceito e tudo farei para merecer, vencendo os desafios e superando os obstáculos que se colocarem no nosso percurso, travando e vencendo as batalhas que houver que disputar por Ourém e pelos oureenses”, afirmou o novo presidente da Câmara. “Ourém está no centro geográfico de Portugal e nós queremos que ganhe também um lugar central político e na economia portuguesa”.

Luís Albuquerque enumerou algumas das suas propostas: transparência e facilidade de acesso das populações aos serviços municipais; digitalização dos processos e dos serviços; conclusão do Plano Diretor Municipal; requalificação, modernização e ampliação das zonas industriais; empregabilidade; apoio ao empreendedorismo; maior cooperação com o Santuário de Fátima; melhoria de infraestruturas em todas as freguesias; apoio à natalidade. “Nos próximos quatro anos teremos sempre presente que a essência do bom governo é a utilidade social das decisões tomadas e a sustentabilidade das soluções encontradas”, salientou.

Focando a importância de um bom planeamento, o autarca deixaria “uma nota de determinação deste Executivo em evitar que Ourém viva no próximo verão algo semelhante ao que outros concelhos viveram este ano. Apesar de todos sermos conscientes de que a vida tem riscos e de que nem todos os riscos podem ser prevenidos, vamos tomar providências no sentido de nos prepararmos para os incêndios florestais”.

“Com humildade vos digo que no leme deste barco tentarei sempre ser prudente para evitar perdas escusadas e, quando necessário, saberei ser arrojado para conquistar os ganhos que todos desejam”, sublinhou. Luís Albuquerque terminaria referindo saber “que farei um caminho povoado de sonhos e incertezas, mas é um caminho que nos leva na direção certa e nos fará chegar a uma sítio melhor para os nossos filhos e para aqueles que virão depois dos nossos filhos”.

Após o discurso, Paulo Fonseca entregou a Luís Albuquerque a chave do município.

Os eleitos do PS para o executivo são Cília Seixo, José Reis e João Heitor, não se repetindo nenhum dos vereadores socialistas do mandato anterior. Na Assembleia Municipal foram eleitos 11 deputados do PSD-CDS, oito do PS e dois do movimento independente MOVE, com muitas caras novas entre os autarcas. Das 13 juntas de freguesia, 10 são do PSD-CDS e três do PS, também com várias mudanças.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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