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Ourém | Luís Albuquerque (ainda) não é candidato à Câmara de Ourém (c/áudio)

O presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, ainda não é oficialmente candidato às autárquicas de 2021. A comissão política nacional do PSD anunciou o apoio à recandidatura dos autarcas eleitos, mas o presidente ouriense para já ainda não quer falar no assunto.

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Em declarações à comunicação social na segunda-feira, 15 de março, Luís Albuquerque afirmou que, não obstante o apoio do PSD nacional, ainda não está definido se avança como candidato. Conforme explicou, “primeiro tem que haver vontade”, quer da sua parte, quer da concelhia do PSD local (que não integra), quer do núcleo distrital.

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“Estamos num período agora de reflexão, estamos a conversar”, admitindo que se está a dar início ao processo. Mas “novidades” só em abril ou maio, referiu, também não adiantando se haverá nova coligação com o CDS.

Luís Albuquerque venceu as autárquicas de 2017 pela coligação Ourém Sempre (PSD-CDS), com 47,24% dos votos, retirando o município de Ourém da gestão do PS. A lista de Cília Seixo, que encabeçou depois de Paulo Fonseca ser considerado inelegível devido à insolvência pessoal, perdeu com 34,42% dos votos.

Ainda não é conhecido quem vai concorrer em Ourém pelo PS, pelo MOVE – Movimento Independente ou pela CDU. Já existe um CHEGA Ourém, mas também não é conhecido qualquer candidato oficial.

Líderes do PSD e CDS-PP confiam que podem “enfraquecer” hegemonia do PS

Os presidentes do PSD e do CDS-PP manifestaram-se convictos na terça-feira que será possível “enfraquecer” a hegemonia do PS nas próximas eleições autárquicas, sem fixar metas nem antecipar consequências nas lideranças.

Na cerimónia de assinatura do acordo-chapéu entre PSD e CDS-PP, Rui Rio admitiu que as autárquicas poderão “ter ou não” uma leitura nacional e considerou que foram exceções as vezes em que eleições locais derrubaram primeiros-ministros, como aconteceu com Francisco Pinto Balsemão e António Guterres.

“São situações absolutamente extraordinárias, em que eleições autárquicas foram a gota que encheu o copo. Pode acontecer que estas autárquicas tenham leitura nacional e pode acontecer que não tenham, só com os resultados se pode ver”, disse.

Ainda assim, Rio deixou uma certeza: “Neste momento, há condições para o PSD sozinho, o CDS sozinho, e os dois em coligação conquistarmos bastantes mais câmaras do que aquelas que temos neste momento”, disse.

O líder do PSD admitiu, contudo, que o objetivo, por enquanto, é “enfraquecer esta quase hegemonia do PS no poder autárquico”, dizendo ser quase impossível inverter numa eleição o atual equilíbrio (o PS tem 160 câmaras, o PSD 98 e o CDS seis).

Já o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, admitiu que os eleitores “descontentes e fatigados” possam nas próximas autárquicas apresentar “um cartão amarelo ou mesmo vermelho ao PS”.

“A nossa ambição é compor esta maioria alternativa capaz de dar um sinal ao país de que o ciclo da geringonça está encerrado e se pode abrir um ciclo de novos protagonistas”, disse.

Os dois líderes foram questionados, por várias vezes, sobre possíveis consequências das autárquicas para as respetivas lideranças.

“Só na segunda-feira a seguir às eleições é que podemos tirar uma conclusão se o que foi o resultado satisfaz ou não os objetivos (…) Eu há quatro anos que digo, e hoje digo a mesma coisa, que as eleições autárquicas são muito importantes para o PSD, é óbvia a responsabilidade que tenho e é óbvio que cada vez que um partido vai a eleições os resultados podem determinar ou não a continuidade de presidentes”, disse.

Francisco Rodrigues dos Santos considerou, a nível interno, que ele e Rui Rio têm tido percursos semelhantes, com oposição constante dentro dos respetivos partidos, mas antevê um desfecho positivo para ambos.

“Atrevo-me a dizer que aqueles que esperam que as autárquicas sejam um ponto final nas nossas lideranças também não vão conseguir”, afirmou o líder do CDS-PP.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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