Ourém | Ligação IC9 – A1 integra novo PNI. Presidente espera que à terceira seja um realidade (c/áudio)

A obra de ligação do IC9 à A1 é um dos projeto prioritários do Governo, integrando o novo Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030. Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque (coligação Ourém Sempre PSD/CDS-PP), comentou que a obra é “fundamental” para o concelho, mas recordou que este já é o terceiro plano de investimentos prioritários em que a ligação surge mencionada.

“Já em 2015 estava nos investimentos prioritários do Governo”, referiu o autarca, sendo posteriormente integrado noutro programa. “Espero que desta vez possa ser uma realidade”, comentou, salientando que a ligação é “fundamental”, uma vez que faria poupar cerca de 15 a 20 minutos nos trajetos. “Para alguém que queira investir no nosso concelho, hoje em dia a rapidez das ligações são fundamentais”, constatou.

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A ligação IC9-A1 é necessária, “mas não está nem no concelho nem no distrito”, salientou. Para Luís Albuquerque seria importante que o concelho de Leiria, por cujo território vai passar o acesso, se envolvesse também ativamente na defesa deste projeto.

Programa Nacional de Investimentos vai envolver 43 mil milhões de euros

O primeiro-ministro afirmou que o Programa Nacional de Investimentos 2030 tem as fontes de financiamento bem identificadas, envolvendo 43 mil milhões de euros, dos quais 12 mil milhões de euros saídos dos orçamentos do Estado.

Estes dados foram avançados por António Costa na sessão de apresentação do Programa Nacional de Investimentos 2030, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

No encerramento da sessão, após discursos dos ministros das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e da presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, Natércia Cabral, o líder do executivo referiu-se à “enorme paixão” com que se tem debatido em Portugal os projetos de obras públicas rodoviária, ferroviárias ou aeroportuárias ao longo dos últimos anos.

“Houve muita paixão mas uma enorme inconsequência em termos de concretização. Precisamente por isso, tomámos a opção de dar continuidade aos projetos em curso e abrimos um novo ciclo de programação. Era fundamental preparar atempadamente o dia de hoje, fomentando um amplo debate público e assegurando a maior consensualização possível das opções”, justificou o primeiro-ministro.

António Costa referiu depois que, neste momento, o programa conta com uma aprovação de três quartos dos deputados da Assembleia da República, e a decisão política assentou em informação de qualidade e devidamente avaliada pelo Conselho Superior de Obras Públicas.

No que respeita ao programa, o primeiro-ministro considerou que todos os investimentos apresentam a prioridade comum do combate às alterações climáticas, através de apostas na mobilidade, na energia e na água, “reforçando a coesão territorial, a competitividade e a sustentabilidade”.

“No conjunto do programa, temos um investimento de 43 mil milhões de euros. Destes 43 mil milhões, 12 mil milhões serão financiados através de verbas de orçamentos até 2030, beneficiando de cerca de 1500 milhões de euros de redução dos custos anuais das parcerias público-privadas (PPP)”, apontou António Costa.

Ainda no que respeita às fontes de financiamento do programa, o líder do executivo disse que outros 12 mil milhões de euros resultam do Quadro Financeiro Plurianual entre 2021 até 2027, “mas tendo em conta que o horizonte deste plano ainda inclui parte do quadro financeiro pós 2027”.

“Por outro lado, 3,3 mil milhões serão provenientes do Programa de Recuperação e Resiliência, e mais de 14 mil milhões de euros, cerca de 33%, resultarão de investimento privado, mediante concessões marítimas, rodoviárias, na energia ou no ambiente”, adiantou.

António Costa fez questão depois de salientar que o Programa Nacional de Investimento tem as suas fontes de financiamento “bem identificadas, o que permite que se dê início à sua execução”.

“Metade dos investimentos serão aplicados na área no transporte e mobilidade. Neste capítulo, 50% vão para a ferrovia. Vamos dedicar 30% do investimento à energia, 18% ao ambiente e dois por cento ao regadio”, especificou.

Neste ponto, o primeiro-ministro deixou ainda uma advertência, dizendo que “o trabalho não chegou ao fim, já que haverá uma avaliação ambiental estratégica antes de haver aprovação final em Conselho de Ministros, o que acontecerá “dentro de alguns meses”.

C/LUSA

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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