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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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Ourém: Lagarta-do-pinheiro provoca alergias em escola de Casal dos Bernardos

Pelo menos foram 6 as crianças da escola de 1º ciclo de Casal dos Bernardos, Ourém, que apareceram está manhã com alergias no corpo depois de terem estado a brincar com as lagartas do pinheiro, em local próximo da escola.

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As crianças já estão a ser acompanhadas e o delegado de saúde de Ourém também já esteve no estabelecimento de ensino, segundo apurou o mediotejo.net.

O presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, disse ao nosso jornal que esta é uma situação “que se deve desdramatizar, apesar se ser algo que preocupa, uma vez que são crianças”.

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Os pinheiros localizam-se fora do perímetro da escola, mas as crianças terão ido brincar para o local. A situação está a ser acompanhada pelos serviços municipais.

O médico Rui Calado, do ACES Médio Tejo, já havia alertado no mediotejo.net para o perigo da lagarta-do-pinheiro, tendo feito notar que o contacto com os seus pelos provocam alergias que se manifestam como manchas avermelhadas, muito ardor e comichão na pele e nos olhos, ou até “falta de ar”.

“São situações muito desagradáveis, que podem ter consequências graves e que acontecem no final do Inverno e durante a Primavera porque estas lagartas, tão vistosas, descem dos pinheiros onde se desenvolvem e permanecem no solo durante algum tempo, antes de nele se enterrarem para continuarem o seu ciclo de vida”, observou o especialista.

Trata-se de um inseto endémico em Portugal, a que também se dá o nome de processionária, porque quando descem dos seus casulos brancos e sedosos construídos nos ramos dos pinheiros, fazem-no ligadas umas às outras em “procissão”, isto é, deslocam-se numa longa fila, muitas vezes constituída por centenas de lagartas.

!Quando desce do pinheiro, em consequência do estádio de desenvolvimento da lagarta, ela apresenta um elevado número de pelos urticantes (mais de 100 mil), com grande potencial alérgico, qua a lagarta pode libertar com o vento ou projetar como reação defensiva e provocar problemas de saúde aos homens e aos animais”, alertou Rui Calado.

“Isto porque os pelos urticantes da lagarta-do-pinheiro, atuam como agulhas quando entram em contacto com a pele ou as mucosas do animal ou pessoa, inoculando substâncias tóxicas no organismo. Os animais e em especial as crianças, movidas pela sua curiosidade natural ou por brincadeira, mexem ou aproximam-se demasiado destas lagartas e tornam-se as suas principais vítimas”, concluiu.

Segundo defendeu este especialista, “é por isso que, nas escolas, é muito importante a aprendizagem pelas crianças dos perigos do contacto com estes insetos, sendo desejável e prudente impedir o seu acesso a zonas de árvores atacadas, sobretudo na altura em que as lagartas descem para o solo (final do Inverno e Primavera)”.

 

“Enquanto não se verificam os benefícios de uma desejável intervenção multisetorial, o melhor mesmo será prepararmos as vítimas mais frequentes da processionária, as crianças, para a identificação destes riscos, a prevenção destes acidentes e a sua capacitação para o auto-cuidado”, alertou.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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