Ourém | Investimento de emigrantes perspetiva mais de 300 postos de trabalho no concelho (c/vídeo)

Investimento de emigrantes continua a mover o concelho de Ourém. Foto: CMO

Os investimentos ligados a emigrantes no concelho de Ourém vão criar no próximo ano mais de 300 postos de trabalho, adiantou ao mediotejo.net o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, face ao estabelecimento na zona industrial de Ourém de três novas empresas com capital internacional. O autarca levou esta quinta-feira, 30 de julho, a Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, a visitar alguns dos negócios criados por emigrantes, após a apresentação de um novo programa de incentivos ao investimento da diáspora.

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Miguel Luís esteve 10 anos em França, a trabalhar na empresa do irmão. A dada altura os irmãos aperceberam-se das potencialidades de investir num setor de negócio muito específico, os pré-fabricados de betão, utilizados no ramo da construção em França. Em Portugal procuraram um espaço e a matéria-prima e em 2003 começaram a fabricar estas peças em betão.

Depois de quase 20 anos e um investimento na ordem do 1,5 milhão em instalações, a empresa prepara-se para abrir uma quarta unidade, no valor de 750 mil euros. A Vipremi emprega atualmente 50 pessoas e em 2019 teve um volume de negócios de mais de 3 milhões de euros.

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Câmara de Ourém conclui visita a empresas de emigrantes estabelecidas no concelho com Secretária Estado das Comunidades

Publicado por mediotejo.net em Quinta-feira, 30 de julho de 2020

A história de Miguel Luís foi uma das que a Câmara de Ourém quis mostrar à Secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, em torno de uma visita que incidiu na atual aposta do Governo em promover o investimento dos emigrantes no país natal.

Para além dos protocolos para a criação de Gabinetes de Apoio ao Emigrante (GAE), estabelecidos com vários municípios do Médio Tejo, a governante apresentou em Ourém o Plano Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID), através do qual, mediante a criação da figura de “estatuto de investidor da diáspora”, o emigrante recém regressado à nação pode obter vários benefícios.

Após a sessão solene, Berta Nunes foi conhecer a Vipremi e a Euromelic, duas empresas ourienses nascidas de investimento emigrante e que tiveram sucesso nos respetivos ramos. “Precisamos mais como você”, elogiou Berta Nunes a Miguel Luís, adiantando que o PNAID deverá sair em setembro e que são estes negócios de sucesso que a Secretaria de Estado quer mostrar a outros futuros empresários.

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A Vipremi exporta tudo o que produz para França, adiantou Miguel Luís, e sobretudo para empresas francesas (não de emigrantes portugueses).

Fernando Ferreira aprendeu a trabalhar em França num equipamento específico de gráfica e são a única empresa em Portugal que dá assistência a estas máquinas Foto: mediotejo.net

Seguiu-se a visita à Euromelic, uma empresa com 20 anos que faz manutenção a um modelo muito específico de estufa de secar papel e sistema offset. “Todas as revistas e jornais precisam desta máquina”, sintetizou um dos sócios, Fernando Ferreira, explicando que são a única empresa em Portugal que sabe trabalhar nesta máquina e que, por tal, enviam técnicos um pouco para todo o mundo para prestar assistência.

O ramo, porém, está a mudar e a perder clientela, admitiu Fernando Ferreira, que aprendeu a trabalhar nesta máquina enquanto este emigrado em França e trouxe o know-how para Portugal. “Com as novas tecnologias estas máquinas começam a ficar ultrapassadas”, pelo que a Euromelic está a voltar-se para outros equipamentos. Ao mesmo tempo, explicaram a Berta Nunes, não é fácil encontrar funcionários, uma vez que é necessário aprender de raiz o ofício, assente maioritariamente em serralharia e soldadura.

“Os emigrantes têm muito esta iniciativa empresarial para pequenas e médias empresas”, foi explicado pelo executivo municipal à Secretária de Estado, adiantando-se que na zona industrial de Ourém foram comprados recentemente sete lotes, três dos quais com investimento de emigrantes.

Vipremi é uma empresa ouriense que adquiriu o know-how do negócio em França Foto: mediotejo.net

Segundo explicou Luís Albuquerque ao mediotejo.net, tudo isto faz confirma a estratégia deste executivo, que tem apostado na dinamização das suas zonas industriais. “Um concelho para ter futuro tem que ter gente”, constatou, “e para ter gente é preciso criar emprego”.

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