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Ourém | Governo define regime de produção de vinho medieval de origem protegida

O Governo definiu o regime de produção e comércio dos vinhos com denominação de origem protegida (DOP), nomeadamente o vinho medieval de Ourém, determinando, por exemplo, que os operadores estão obrigados a efetuar uma inscrição junto da certificadora.

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Em causa, está o regime de produção de comércio de vinhos e produtos vinícolas com DOP Alenquer, Arruda, Torres Vedras, Bucelas, Carcavelos, Colares, Encostas d’Aire, incluindo ainda a indicação das sub-regiões Alcobaça e Ourém, através da designação “Medieval de Ourém, Lourinhã e Óbidos”.

De acordo com o diploma, assinado pelo secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, sempre que se verifiquem alterações ao nível da titularidade das vinhas ou instalações, os operadores económicos têm que dar conhecimento à entidade certificadora, sendo que a falta de comunicação destas alterações “pode determinar a desclassificação” das uvas e dos produtos vinícolas com aptidão ou direito à DOP.

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Conforme ressalvou o executivo, no caso de na mesma instalação serem produzidos ou armazenados mostos e vinhos, com ou sem direito a DOP, cabe à entidade certificadora estabelecer as condições para a sua elaboração, “devendo os diferentes produtos ser armazenados em áreas separadas e em recipientes devidamente identificados”.

Por sua vez, as práticas culturais nestas vinhas devem “ser as tradicionais da região” ou as recomendadas pela certificadora e o Instituto do Vinho e da Vinha (IVV) pode ajustar o limite máximo do rendimento por hectare, que não pode ultrapassar 25% dos rendimentos previstos em cada região vitivinícola para cada produto.

Quando forem excedidos os rendimentos por hectare “não há lugar à interdição de utilizar das DOP respetivas para as quantidades produzidas até aos limites estabelecidos, podendo o excedente ser destinado à comercialização de vinhos e produtos vitivinícolas sem direito a DOP”, notou.

Porém, a designação “Medieval de Ourém” não pode ser utilizada quando for excedido o rendimento máximo por hectare.

No caso dos vinhos com DOP Encostas D’Aire, o rendimento máximo por hectare das vinhas é de 80 hl e de 40 hl para a designação “Medieval de Ourém”, sendo que neste último caso o mosto deve respeitar o máximo de 67% do rendimento.

Entre as principais características destes vinhos, está um volume mínimo de 11,5% para o tinto e 11% para branco, rosado ou rosé.

O vinho palhete, produto de origem medieval de Ourém, é feito com 80% de uvas brancas (casta Fernão Pires), e 20% de uvas tintas (trincadeira), seguindo um método implementado pelos monges de Cister, há mais de oito séculos.

Viu o seu caráter único ser reconhecido por certificação de 11 de fevereiro de 2005 pelo Ministério da Agricultura, regularizando na ocasião a produção de 15 milhões de litros anuais, concluindo então um processo de negociação que levou à criação de um vinho de Denominação de Origem Controlada (DOC) no quadro da dentro da Sub-região dos Vinhos das Encostas de Aire.

Atualmente há cerca de uma dezena de produtores de vinho medieval no concelho de Ourém, alguns dos quais de produção biológica e que exportam para todo o mundo.

A Quinta do Montalto, em Ourém, com perto de uma centena de prémios e produtora do famoso Medieval, tradicionalmente chamado de vinho palhete, é um empresa cuja linhagem familiar remonta ao século XIX sempre dedicada ao vinho e que foi das grandes defensoras da denominação de origem controlada (D.O.C.) do vinho palhete em Ourém. Foto: mediotejo.net

Governo define regime de produção de vinhos com DOP na região de Lisboa

O Governo definiu o regime de produção e comércio dos vinhos com denominação de origem protegida (DOP) na região de Lisboa, determinando, por exemplo, que os operadores estão obrigados a efetuar uma inscrição junto da certificadora, foi anunciado.

“Por razões de simplificação na interpretação dos vários regimes jurídicos das denominações de origem da região de Lisboa, considerou-se necessário reuni-las na mesma portaria, procedendo-se, simultaneamente, à sua adequação ao quadro legal vigente”, lê-se num diploma publicado hoje em Diário da República.

Todos os que se dediquem à produção e comercialização de vinhos e produtos vinícolas, “com aptidão ou direito a DOP”, excluindo a distribuição e a venda a retalho dos produtos pré-embalados, estão obrigados a fazer a sua inscrição e das respetivas vinhas e instalações, “ficando sujeitos a verificação de conformidade e controlo por parte da entidade certificadora, que procede ao seu registo no Sistema de Informação da Vinha e do Vinho”.

Por outro lado, têm que assegurar a rastreabilidade em todas as fases, nomeadamente, a informação sobre os processos produtivos e atributos dos produtos.

Os vinhos e produtos com direito a DOP devem ainda ser produzidos dentro das regiões de produção ou nas regiões vitivinícolas “confinantes com área delimitada de cada DOP”, bem como apresentar as características definidas para a categoria de produto respetiva.

Estes produtos também podem ser engarrafados ou embalados fora da área geográfica delimitada, sendo que a rotulagem tem de respeitar as normas legais e as definidas pela certificadora.

Os vinhos e produtos vinícolas com DOP só podem circular e ser comercializados se figure a denominação do produto nos recipientes, se estiverem acompanhados da documentação oficial e se cumprirem as exigências estabelecidas pela legislação em vigor.

Compete à Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR) o controlo da produção, comércio, promoção, defesa e certificação destes produtos com direito a DOP.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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