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Ourém: GNR encontrou o pequeno Martim

O menino desaparecido desde a manhã de ontem foi encontrado vivo e de boa saúde pela GNR pouco antes das 10:00 da manhã a cerca de 1km de casa dos avós, em Amieira, Ourém. O momento da alegria foi registado e partilhado pela GNR nacional:

“É com enorme satisfação que partilhamos o momento em que encontrámos o Martim!
O Martim foi localizado esta manhã, pelas 10:00 horas, por militares da GNR, na sequência das ações de busca que estavam a ser realizadas desde o dia de ontem. O Martim está bem de saúde e de regresso à sua família”, refere a GNR, na página do seu facebook.
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Para já são poucas as informações sobre o seu estado de saúde, e, embora tudo indique à primeira vista que está bem, está a ser recolhido neste momento por uma equipa médica para observação, pois terá passado toda a noite ao relento, exposto à chuva e ao frio e sem alimentação por mais de 24 horas.

O bebé de dois anos que desapareceu na segunda-feira de Ourém, no distrito de Santarém, encontra-se bem e chegou ao Hospital de Santo André, em Leiria, “cheio de fome”, revelou o diretor do serviço de Pediatria, Bilhota Xavier.

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O pediatra adiantou que a criança foi admitida na urgência pediátrica de Leiria ao final da manhã de hoje.

“Encontra-se bem, naturalmente assustada e cheia de fome, mas parece ser uma história que teve um final feliz. A criança está bem, foram feitas algumas análises por uma questão de precaução”, razão pela qual a criança irá ficar mais “algumas horas” no hospital.

Por isso, o primeiro ‘medicamento’ que foi dado foi comida, disse Bilhota Xavier, acrescentando que a criança se encontra acompanhada da mãe, que “está preocupada, mas feliz”.

Bilhota Xavier sublinhou que o bebé apareceu “sem ferimentos, nem sinais de maus-tratos ou outras coisas”, mas “esfomeada”.

As análises foram realizadas, sobretudo, para verificar se existe “alguma anemia ou desidratação”, esclareceu.

“Fica aqui um alerta para os cuidadores e pais: as crianças são extremamente irrequietas, inteligentes e muito curiosas e às vezes basta uma fração de segundos para acontecerem estas coisas. É a mesma coisa que acontece todos os dias com as intoxicações de produtos de limpeza e ingestão de comprimidos”.

Bilhota Xavier não soube confirmar se a criança esteve 25 horas sozinha e ao ar livre, afirmando, no entanto, que a fralda “estava muito encharcada”.

O diretor da Pediatria referiu ainda que da parte clínica não haverá mais qualquer intervenção, estando a criança a ser alvo de perícias por parte da Polícia Judiciária e Ministério Público.

O menino de dois anos estava desaparecido desde a manhã de segunda-feira. Após a retoma das buscas hoje pelas 08:00, o bebé veio a ser localizado, pelas 10:00, por militares da GNR, a cerca de dois quilómetros da casa onde vivia e de onde desapareceu.

A Polícia Judiciária de Leiria continua a investigar o desaparecimento, mantendo em aberto a possibilidade da criança se ter afastado sozinha e se ter perdido ou de ter sido colocada no local onde foi encontrada por alguém.

Em conferência de imprensa, o coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Leiria, António Sintra, adiantou que a criança de dois anos, desaparecida na segunda-feira de Urqueira, em Ourém, foi encontrada pelas 10:00, numa zona florestal, a cerca de dois quilómetros da sua residência.

“Apareceu em condições naturais para alguém que esteve exposto durante algumas horas a condições atmosféricas adversas”, adiantou António Sintra, mantendo em aberto a possibilidade do bebé ter passado as 25 horas sozinho ou de ter sido colocado no local horas antes.

O coordenador adiantou que a operação policial teve início na manhã de segunda-feira, “na sequência do desaparecimento de uma criança de dois anos”.

“Após receção dessa comunicação, a PJ fez deslocar imediatamente para o local um conjunto de meios humanos e materiais no sentido de definir com a máxima clareza e precisão as circunstâncias que envolveram o desaparecimento dessa criança da residência onde vive habitualmente com os familiares próximos: mãe e avós maternos”, revelou.

Com vários cenários em cima da mesa, a PJ “delineou um plano de atuação no sentido de procurar recolher um conjunto abrangente de informação junto dos familiares e círculo próximo da criança desaparecida para definir um quadro claro em relação às circunstâncias que tiveram na origem do desaparecimento”.

António Sintra explicou que as buscas foram suspensas ontem à noite por “razões técnicas e também para reavaliação do dispositivo em função das informações que já se dispunha nesse momento e outras complementares que foram sendo recolhidas durante a noite”. Esses novos dados permitiram “reavaliar o plano e hoje por em marcha um plano mais adequado”.

Esse plano visou aumentar o perímetro de buscas, o que veio a resultar na localização da criança, que se encontrava “sozinha, com vida e aparentemente bem de saúde, a dois quilómetros da residência onde vivia”.

Apesar de a criança ter sido localizada, a investigação prossegue no sentido de se apurar as circunstâncias do desaparecimento do bebé e verificar se houve crime ou se se tratou de um “mero desaparecimento”.

O pai da criança, que se encontrava em França, está a caminho de Portugal e vai ser inquirido pela PJ, à semelhança do que sucedeu com a mãe e avós maternos, informou ainda o responsável.

O bebé encontra-se na Pediatria do Hospital de Santo André, em Leiria, para se analisar o seu estado de saúde e para perícias médicas, cujos vestígios poderão ser submetidos ao laboratório de polícia científica.

António Sintra deixou ainda um apelo para que em futuros casos de desaparecimento os familiares e amigos não difundam informação nas redes sociais de dados que não estejam confirmados para “evitar especulações que são prejudiciais à investigação”.

Em comunicado, a GNR informa que a criança foi encontrada “militares da GNR, na sequência de uma ação de patrulhamento”.

“Desde a participação à GNR do desaparecimento da criança, apresentada no dia de ontem [segunda-feira], foram realizadas diversas ações de busca, que incluíram o empenhamento de meios cinotécnicos da especialidade de busca e socorro”, refere ainda a nota de imprensa.

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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