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Sexta-feira, Dezembro 3, 2021
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Ourém | Festival Literário de Fátima encerra com repto a dimensão mais regional (c/vídeos)

No sábado, 18 de novembro, decorreu o encerramento do Tábula Rasa – Festival Literário de Fátima, com a entrega de prémios aos vencedores deste ano: Joana Bértholo,  João Rui de Sousa, Bruno Vieira Amaral, António Braz Teixeira e Pinharanda Gomes. A fechar a sessão, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, deixou a promessa de que o município vai apoiar a terceira edição do certame, deixando um repto à organização para que este possa ter um âmbito mais regional no futuro.

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“Os troféus premeiam obras de quem ousa pensar”, frisou o presidente da junta de Fátima, Humberto Silva, no início da entrega de prémios. “Que a vossa palavra sirva de guia a quem procura algo mais”, afirmou.

As atribuições foram antecedidas de uma leitura da justificação do prémio, nas categorias de infantojuvenil, poesia, ficção, filosofia e Vida e Obra. O filósofo Pinharanda Gomes foi o contemplado com o grande prémio  “Tabula Rasa Vida e Obra”, com Miguel Real a definir o autor como um “contrabandista”, um “fora da lei”, um “transgressor”, um “monge medieval” que se recusou a seguir os cânones institucionais e definiu o seu próprio pensamento. O “exemplo de um investigador desinteressado”, afirmou.

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Pinharanda Gomes agradeceu a distinção, descrevendo a sua obra como “marginal”, escrita “à margem das instituições” e sem propriamente um fio condutor comum.

Na atribuição de prémios estiveram também presentes os restantes premiados, nomeadamente Joana Bértholo (prémio infantojuvenil), João Rui de Sousa (prémio poesia), Bruno Vieira Amaral (prémio ficção) e António Braz Teixeira (prémio filosofia). Joana Bértholo lembrou que a obra premiada, “O Museu do Pensamento”, resultou de uma peça de teatro e de uma investigação que levou a cabo sobre meditação na juventude; João Rui Barbosa destacou o seu percurso enquanto escritor, agradecendo o prémio por “Ardorosa Súmula”; Bruno Vieira Amaral, eventualmente o autor mais conhecido do grande público, foi distinguido pelo romance “Hoje estarás comigo no paraíso”, realizando uma breve dissertação sobre as representações da realidade; António Vaz Teixeira viu reconhecido o seu trabalho em “Escola de São Paulo”, investigação que, reconheceu, lhe ocupou cerca de 25 anos e se foca na cultura filosófica luso-brasileira.

A encerrar o certame, Luís Albuquerque classificou a iniciativa como “uma ousadia”. “Aqui em Fátima existe público para este tipo de eventos, e por isso queria aqui dizer, em nome da Câmara Municipal, que é importante este Festival”,  sendo “já um marco também na cultura do concelho de Ourém”, referiu, salientando o interesse e participação das escolas no evento.

O presidente prometeu que o município continuará a ser parceiro numa terceira edição do Festival, deixando também um desafio: “que este festival possa ter uma abrangência mais regional, para que no próximo esta sala possa estar ainda mais composta, porque Fatima pela sua importância merece ter um Festival de âmbito mais regional e com temas mais actuais”.

Bruno Vieira Amaral vence prémio de ficção no Festival Tabula Rasa (algumas falhas no vídeo devido à fraca rede no local)

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 18 de Novembro de 2017

Continuação (rede fraca)

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 18 de Novembro de 2017

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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