Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Domingo, Julho 25, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Trincanela

Ourém: Festival judaico marca início de investigação de sinagoga

No primeiro dia do Festival de Setembro, dia 10, sábado, dedicado à diáspora e cultura judaica, três especialistas foram convidados a participar numa conferência sobre a herança judaica em Portugal. É o ponto de partida, referiu a Chefe de Divisão da Ação Cultural da Câmara de Ourém, Ana Saraiva, para uma investigação histórica mais aprofundada sobre os vestígios existentes da vila medieval, que se acredita serem de um antiga sinagoga.

- Publicidade -

Com as ruas engalanadas e uma equipa vestida a rigor, a Câmara de Ourém deu início a um fim-de-semana na vila medieval dedicado ao judaísmo e à passagem de uma comunidade judaica por terras de Ourém.

Para tal, reuniram-se três especialistas sobre o tema numa conferência, que decorreu na Galeria Municipal. O momento reuniu alguns curiosos e lembrou a existência de vestígios medievais numa ruína da vila, que se acredita serem de uma sinagoga do século XV.

- Publicidade -

“Há muito para estudar”, frisou Ana saraiva, e “serão feitas todas as investigações para comprovar” as origens destes dois arcos ogivais, que já são considerados parte do “património da vila medieval”.

Ainda que alguns estudiosos duvidem que as ruínas sejam mesmo um templo judaico, há a convicção geral de que existiu uma comunidade judaica em Ourém no século XV, que viveu ao abrigo do IV Conde de Ourém, D. Afonso, e que teve uma vida relativamente pacata até ser obrigada a converter-se ao cristianismo no fim do século.

Dessa parte da história fez uma breve dissertação o professor da Universidade de Coimbra Saul António Gomes, enumerando as razões e as circunstâncias que terão levado à instalação de judeus no concelho. Se os vestígios existentes se revelarem efetivamente uma velha sinagoga, esta será das mais antigas da região, referiu, ao lado da de Leiria e de Tomar.

“Os judeus passaram muito por estas terras, desde que D. Teresa” fundou Ourém, referiu, vivendo estes sobretudo do trabalho pago, cuja riqueza pudesse se transportada em caso de necessidade de fuga. Isto porque, apesar da grande tolerância entre diferentes religiões, dominava o preconceito e a inveja quanto à riqueza e a recorrente predileção dos Reis pelas capacidade de negócio deste povo. Sobre este tema abordaria o Professor do Politécnico de Tomar, Carlos Veloso, com uma apresentação sobre “a Imagem do judeu na cultura portuguesa”.

Vivendo quase sempre numa relativa harmonia, explicou Carlos Veloso, tal não inibia o facto dos judeus viverem num rua aparte da restante comunidade cristã, apesar dos seus conhecimentos de medicina. A este povo chegou a inculcar-se a responsabilidade do terremoto de 1531.

A sessão contou ainda com Anabela Benner, que abordou “A imagem do judeu na arte medieval da Península Ibérica”. A sessão foi seguida de música, num espaço já preparado com comes e bebes sobre a cultura judaica. Os vestígios da sinagoga já disponibilizam à população informação sobre a existência provável naquele espaço de um antigo templo medieval.

Este domingo à noite, dia 11 de setembro, há concerto com Rodrigo Leão.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here