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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Ourém | “Fátima Escola para Todos” reuniu mais de 5.500 assinaturas em petição

O movimento cívico “Fátima Escola para Todos”, que pretende ver aumentado o número de turmas nos três colégios com contratos de associação com o Estado de Fátima por forma a integrarem todos os alunos da sua abrangência, conseguiu reunir mais de 5.500 assinaturas na sua petição. O documento vai ser entregue na Assembleia da República esta terça-feira, dia 25 de setembro.

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Neste momento, denuncia o movimento, 100 alunos ficaram sem colocação nos três colégios privados de Fátima que asseguram o ensino no 2.º e 3.º ciclo e secundário, em regime de contrato associação, devido à falta de ensino público a partir do 1.º ciclo.

“Nos últimos anos e, sobretudo, neste ano ano letivo, o número de turmas atribuído à área geográfica de Fátima não contempla a totalidade dos alunos que cumprem os critérios definidos por lei”, considera Nuno Prazeres, do Movimento Cívico.

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Em declarações à agência Lusa, Nuno Prazeres refere que, segundo os critérios definidos pelo Governo, existem “100 crianças que não têm a opção de ficar em Fátima e que estão a ser encaminhadas para Ourém, Caranguejeira ou Batalha, a mais de 15 quilómetros, para terem aulas”.

“O que nós pedimos é que sejam criadas as condições para que os miúdos de Fátima e aqueles cujos pais trabalham em Fátima sejam colocados na sua área de residência e de trabalho, conforme diz a lei, afim de estabilizar toda a comunidade educativa”, sublinhou.

O movimento recorda que o concelho de Fátima é um caso específico, sem escola pública a partir do 1.º ciclo, que tem cerca de 15.000 habitantes e uma população flutuante diária na ordem das 25.000 pessoas devido aos trabalhadores dos vários setores de negócio.

Segundo Nuno Prazeres, atualmente, ainda existe outra agravante devido ao facto de turmas com alunos com necessidades educativas especiais estarem superlotadas.

A lei “diz que turmas que tenham crianças com necessidades especiais só podem ter até 20 alunos e, neste momento, temos essas mesmas salas com 28 a 30 alunos”.

“Estamos a ser prejudicados”, sublinhou.

O Movimento Cívico “Fátima Escola para Todos” lançou um abaixo-assinado no dia 24 de agosto “para obrigar o Governo cumprir a lei”, que registou até 14 de setembro mais de 5.500 assinaturas.

Esta terça-feira, dia 25, ao entregar a petição para posterior análise e discussão no parlamento, o movimento vai ser recebido pelos grupos parlamentares do CDS, PSD e PS.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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