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Sexta-feira, Dezembro 3, 2021
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Ourém/EUA | Uma viagem de agradecimento pátrio protagonizada pela Fanfarra

Os Bombeiros Voluntários de Ourém conseguiram adquirir nos últimos anos três viaturas (duas viaturas florestais e uma ambulância) graças aos fundos recolhidos junto da comunidade portuguesa e lusodescendente instalada na região de Newark, Nova Jérsia, e Yonkers, Nova Iorque, nos EUA, que engloba um núcleo de emigrantes proveniente de Ourém. De 6 a 10 de junho, procurando também celebrar os seus 40 anos de reativação, a Fanfarra dos Bombeiros de Ourém deslocou-se aos EUA para agradecer de diversas formas este apoio, integrando um extenso e variado número de momentos oficiais e inserindo-se nas celebrações locais do Dia de Portugal. Uma jornada que contou com 50 pessoas, várias atuações e momentos de convívio e que a todos trouxe um sentimento geral de satisfação pela empatia encontrada do outro lado do Atlântico. 

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A Fanfarra dos Bombeiros de Ourém é um grupo instrumental constituído apenas por homens, vocacionado para uma apresentação em marcha, que foi reativado em 1979, depois de alguns anos de paragem. Numa iniciativa que pretendeu agradecer o apoio prestado pelos emigrantes nos EUA à corporação, os Bombeiros desenvolveram um esforço significativo, através de várias iniciativas de angariação de fundos, para conseguir levar o grupo de perto de meia centena de homens, a maioria efetivamente bombeiros, à América do Norte, integrando-se nas celebrações lusas do dia de Camões e das comunidades portuguesas. Foi a primeira vez que uma Fanfarra atuou na grande parada do Dia de Portugal em Newark, no domingo, 9 de junho, um dos momentos altos do programa.

Parada do Dia de Portugal em Newark, 9 de junho de 2019Foto: mediotejo.net

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O circuito percorreu diversos clubes portugueses, passando pelas cidades de Elizabeth, Pittstown, Newark, Yonkers e a cidade de Nova Iorque, esta última de forma mais turística. Aos momentos mais vocacionados ao convívio com os emigrantes, onde a Fanfarra também chegou a atuar, sucederam-se cerimónias oficiais, nomeadamente na Câmara de Yonkers e na Câmara de Newark, sem contar a parada do Dia de Portugal de Newark e uma atuação na feira posterior e a missa portuguesa na Igreja de Nossa Senhora de Fátima de Elizabeth.

No final houve lágrimas e emoção pelas amizades criadas ou reforçadas em cinco dias de intenso convívio.

“O objetivo foi concretizado com sucesso”, adiantou o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros, Rui Neves, em jeito de balanço ao mediotejo.net. “Conseguimos passar a mensagem que trazíamos, que era de agradecimento à comunidade luso-americana, e conseguimos consolidar a amizade, construir novos amigos e levar o nome dos Bombeiros de Ourém a um patamar de excelência”.

“Neste momento temos um grupo muito satisfeito com a forma como as coisas correram”, continuou, não obstante o programa intenso, onde se conseguiu incluir a visita, não planeada, à Câmara de Newark. “O momento mais alto foi a cerimónia na Câmara de Yonkers [com hastear da bandeira portuguesa] e o desfile em Newark”, avaliou. “Nunca tinha acontecido uma Fanfarra atuar na parada do Dia de Portugal de Newark, o que resultou no reconhecimento na Câmara Municipal de Newark”, constatou.

Na quinta de um ouriense em Pittstown a Fanfarra sopra as velas aos seus 40 anos Foto; mediotejo.net

À saída de Times Square, o grupo encontrou por acaso o Agente Ramos, lusodescendente de 2ª geração que tirou uma fotografia com a Fanfarra e conversou um pouco sobre a vida de polícia na cidade de Nova Iorque Foto: mediotejo.net

Foi ainda importante para o grupo a visita realizada na noite de sábado, 8 de junho, a Times Square, na cidade de Nova Iorque, e a visita ao memorial do 11 de setembro já na segunda-feira, 10 de junho. A par dos momentos mais turísticos, o grupo teve ainda hipótese de visitar o quartel central de bombeiros de Elizabeth, tomando conhecimento das práticas de trabalho, equipamentos e tipos de urgência e socorro mais comuns.

“Em Portugal a grande diferença é o transporte de doentes, que nos EUA os bombeiros não fazem”, refletiu Rui Neves. Aliás, os bombeiros nos EUA são uma especialidade, uma profissão com benefícios vários e suportada por uma grande fatia do orçamento municipal, dado inclusive as características da sociedade. Um dos factos mais evidenciados foi que a construção tradicional em madeira provoca a maioria dos incêndios a que têm que acorrer.

Fanfarra de Ourém tirou uma fotografia com Luisão Fotos: mediotejo.net

Visita ao quartel dos bombeiros de Elizabeth Foto: mediotejo.net

Em Portugal, constatou Rui Neves, os problemas das corporações começam logo nos equipamentos de proteção, que muitas vezes têm que ser adquiridos com o apoio do associativismo, não obstante, salientou, o esforço prestado pelos municípios aos seus bombeiros.

Também satisfeito com a prestação da Fanfarra, o responsável do grupo, Mário Pereira, preferiu não adiantar mais ambições para o grupo, uma vez que, com 64 anos, já se encontra muito perto de se retirar das suas funções. “Os meus objetivos para a Fanfarra são melhorar, mas terão que vir outros. É bom mudar de pessoas, que tragam ideias novas, motivação”, refletiu.

 

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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