Ourém | Escultura “Coração de Fátima” não foi paga

Escultor Fernando Crespo junto à escultura inaugurada em maio de 2017 Foto: mediotejo.net

A escultura com que o município de Ourém marcou o centenário das aparições de Fátima, o “Coração de Fátima” instalado junto ao Posto de Turismo, ainda não foi paga. O escultor Fernando Crespo reuniu-se com o novo executivo PSD-CDS e terá alegado que os pressupostos estabelecidos aquando o acordo com o município não foram cumpridos. Ninguém financiou a escultura, embora a proposta aprovada em Câmara referisse que seria paga por uma empresa em regime de mecenato.

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O acordo do município com Fernando Crespo foi aprovado na reunião camarária de 3 de março de 2017. Nessa sessão foi referido que a obra custava cerca de 500 mil euros, tendo sido necessário procurar um mecenas para a suportar. A oposição PSD-CDS constatou à época que a empresa financiadora indicada, assim como a que a detinha, estavam ambas praticamente sem atividade nos últimos anos ou com prejuízos. “Não conseguimos perceber qual a intenção desta empresa, sem atividade nenhuma, de fazer este mecenato”, referiu Luís Albuquerque.

O então presidente, Paulo Fonseca, referiu que quem procurou o mecenas foi o próprio escultor, tendo a Câmara aceitado o financiamento. A relação do município seria exclusivamente com o escultor e não com essas empresas, frisou, razão pela qual se votava um acordo com o mesmo.

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A situação menos clara da negociação com o escultor surgiu algum tempo depois da inauguração da escultura, a 10 de maio. Fernando Crespo referiu ao jornal O MIRANTE em julho que fora Paulo Fonseca a apresentar-lhe os financiadores e que ainda não vira o dinheiro prometido pelo mecenato, estando em dívida para com a empresa que lhe fizera a peça em tempo recorde.

Na assembleia municipal de 27 de fevereiro o deputado Nuno Dias (PSD-CDS) questionou sobre a situação do “Coração de Fátima”, como a escultura atualmente é conhecida. “Nem sei o que lhe diga. É um processo muito complicado”, afirmou o atual presidente da Câmara, Luís Albuquerque.

O autarca explicou que reuniu com o escultor e que este referiu que não recebeu qualquer pagamento até hoje. “Alguém lhe terá dito que lhe arranjava um mecenas, o que é certo é que não há mecenas. Nem há papéis”, constatou, avançado que o município pediu um parecer jurídico sobre o caso.

Fernando Crespo ofereceu a peça ao município.

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