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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Ourém | Equipa comunitária alarga resposta a problemas de saúde mental

Ourém, um dos concelhos da região com maior número de casos de psicoses afetivas, esquizofrenia, perturbações depressivas e abuso crónico de álcool, vai ter uma Equipa Comunitária de Saúde Mental a trabalhar com a população adulta a partir de novembro.

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A resposta a este problema de saúde surge através de um protocolo assinado recentemente entre o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e a Câmara Municipal de Ourém, que viabiliza a operacionalização de uma Equipa Comunitária de Saúde Mental no Centro de Congressos de Ourém, espaço onde se irão desenvolver parte das atividades da Equipa, a partir do dia 15 de novembro, em simultâneo com as que já são realizadas no Centro de Saúde de Ourém.

Em nota de imprensa, a Câmara de Ourém deu conta que um estudo da Saúde Mental na Lezíria e Médio Tejo, reportava, em 2015, que Ourém estava entre os quatro concelhos com maior número de casos de psicoses afetivas, esquizofrenia, perturbações depressivas e abuso crónico de álcool.  Mais recentemente, o relatório do Conselho Nacional de Saúde, indica que Portugal está no topo da lista de países europeus com mais casos de perturbações psiquiátricas, como depressão ou demência.

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Perante os factos e a gravidade dos números, o município de Ourém tem vindo a consolidar estratégias e a aumentar respostas ao nível do diagnóstico, prevenção e intervenção, sendo que o objetivo passa por proporcionar o acesso a tratamento adequado, acompanhamento, reabilitação e apoio social a quem vive com doença mental, bem como aos seus familiares e cuidadores.

Neste sentido, e tendo em conta que o trabalho desenvolvido pelo serviço de Psiquiatria do CHMT foi reconhecido pelo Plano Nacional de Saúde Mental tendo sido selecionando para receber uma Equipa Comunitária de Saúde Mental para a População Adulta (ECSM-PA), a mesma está em funcionamento desde maio deste ano no Centro de Saúde de Ourém, alargando agora a resposta do serviço, através deste protocolo.

As equipas comunitárias são constituídas por médicos psiquiatras, psicólogos clínicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e administrativos, e repartem a sua atividade assistencial em consultas externas, visitas domiciliárias, no treino de atividades de vida diária e no desenvolvimento do início de programas individualizados de reabilitação na doença mental grave.

As Equipas Comunitárias de Saúde Mental, pela sua proximidade e acessibilidade, intervêm igualmente junto de grupos vulneráveis e famílias, em parceria com as autarquia, IPSS, e outros, envolvendo um trabalho em rede entre os cuidados primários, hospitalares e estruturas na comunidade.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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