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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Ourém | Despedida do executivo sem Paulo Fonseca

O executivo municipal do mandato 2013/2017 realizou a sua última reunião pública na sexta-feira, 6 de outubro, com o presidente ainda em exercício, Paulo Fonseca, ausente. Enquanto o vice-presidente, Nazareno do Carmo, deixou um balanço dos oitos anos de gestão socialista, o presidente eleito e ainda vereador na oposição PSD-CDS, Luís Albuquerque, anunciou que vai disponibilizar um gabinete para que a oposição do futuro executivo se possa reunir na Câmara de Ourém, espaço que nunca lhes foi facultado.

O primeiro a intervir foi Nazareno do Carmo, que leu um texto preparado para o efeito. “Em primeiro lugar, quero felicitar a Coligação Ourém Sempre, pela sua vitória nas eleições autárquicas, apesar da forma invulgar como tal foi conseguido. Quero igualmente desejar um bom desempenho, com rigor, lealdade entrega, em prol do nosso Concelho e que consigam manter o padrão de desenvolvimento, justiça e apoio ás populações, com o recurso à transparência que sempre foi apanágio deste executivo. Que sejam sempre tão exigentes e rigorosos, como o foram connosco”, começou.

O autarca frisou a necessidade de “ser forte e imparcial, cumprindo sempre rigorosamente a lei, não cedendo nunca às pressões ou influências, ou às tentações de privilegiar lóbis ou entidades poderosas, que têm os mesmos direitos, quiçá menos, pela sua condição, que os munícipes anónimos que lutam no dia a dia por uma vida melhor e constituem a grande massa deste concelho, sem que nunca saiam do anonimato, ou constituam sequer uma individualidade notável”.

Nazareno do Carmo referiu ter sido “uma honra e um orgulho muito grande, trabalhar durante estes últimos oito anos com o Presidente Paulo Fonseca, homem único. Eu, que nas minhas funções percorri todo o distrito de Santarém e de Leiria, em representação do Município de Ourém, encontrei muitos bons políticos, de todas as áreas político-partidárias, homens igualmente íntegros e apaixonados pela causa pública, que se entregam a ela na sua plenitude, mas nenhum que se aproxima do Paulo Fonseca. Agradeço a experiência que me proporcionou”.

Terminaria o seu texto agradecendo a toda a equipa que o acompanhou, inclusive o vereador do primeiro mandato José Alho. “Relembro que Fátima é uma cidade sensível e exigente, que precisa de muita atenção, com peso enorme no Concelho, no País e no Mundo. A criação do pelouro de Fátima no meu primeiro mandato foi uma boa experiência e uma prática que recomendo”, referiu. “Para todos os meus amigos e para os outros, quando me quiserem ver, vão a Fátima que eu vou andando por aí. Obrigado”.

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A intervenção do vice-presidente acabou por motivar declarações dos restantes membros do executivo. José Manuel Poças das Neves (PSD-CDS) elogiou a forma como decorreu o processo eleitoral e, recordando os oitos anos de gestão socialista, recordou que não se realizaram concursos para chefias e nunca foi dada uma sala para a oposição se reunir na Câmara de Ourém.

A vereadora Lucília Vieira (PS) considerou que foram “anos muito gratificantes”. “Espero continuar a ver este concelho crescer”, referiu.

De seguida falou o presidente eleito, Luís Albuquerque, começando com criticar a palavra “invulgar” usada por Nazareno do Carmo para classificar a vitória da coligação Ourém Sempre nas autárquicas. “Irei procurar fazer o melhor que posso e sei pelo concelho de Ourém. (…) Algumas coisas vão mudar”, referiu, adiantando que dará uma sala para a oposição se reunir.

A despedida do executivo terminou com uma breve intervenção da vereadora Isabel Costa (PSD-CDS), que exerceu funções nos últimos quatro anos e que, conforme admitiu, foi para si uma experiência nova. O lugar do MOVE não foi ocupado nesta reunião, encontrando-se ausente o vereador António Manalvo.

Durante a reunião foi mencionado que, sem certeza, ainda poderá haver novo encontro deste executivo, em sessão privada.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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