Ourém | Concelho acolheu até ao momento 17 refugiados e apenas um foi embora

O processo de acolhimento de refugiados no concelho de Ourém tem estado a decorrer relativamente bem, ao contrários de outros concelhos do Médio Tejo, como Alcanena ou Torres Novas, onde os recolocados acabaram por ir embora. Em Ourém, apenas houve um caso em que a pessoa acabou por partir, encontrando-se as restantes integradas na comunidade. Na reunião camarária privada de 20 de agosto, segunda-feira, foi renovado o protocolo com o Conselho Português para os Refugiados.

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Com este protocolo a Câmara Municipal compromete-se a acolher mais três requerentes de proteção internacional, por um período de 18 meses. Chegam assim a 20 o número de cidadãos refugiados acolhidos pelo concelho, que recebeu em 2017 uma distinção atribuída pelo Conselho Português para os Refugiados.

O documento define as responsabilidades do município de Ourém, nomeadamente colaboração na procura de alojamento em habitação adequada, na aquisição de mobiliário e equipamento e no transporte e acompanhamento, no dia de chegada, do aeroporto até ao local de alojamento dos requerentes.

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A autarquia compromete-se ainda a realizar acompanhamento social a todos os requerentes acolhidos, apoio no acesso a serviços locais relevantes para o acolhimento e integração (serviços de saúde, educação, emprego e formação profissional e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), apoio à formação em língua portuguesa, atividades de orientação cultural e integração comunitária, atividades promotoras de voluntariado junto dos beneficiários, e todo o apoio enquadrável no âmbito das competências municipais em matéria social.

Numa reunião informal com jornalistas na quarta-feira, 22 de agosto, o presidente Luís Albuquerque elogiou o trabalho dos serviços municipais como estando na base deste sucesso. “Fora uma exceção, todos os outros estão integrados, e as crianças nas escolas”, referiu.

 

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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