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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Ourém | Comerciantes satisfeitos com “miminho” municipal em época natalícia

O município de Ourém repete este ano a campanha “No Natal compre no comércio local e… ganhe prémios!”, direcionada para o comércio local afetado pela pandemia. Pelas ruas de Ourém, constata-se que nem todos os comerciantes aderiram à iniciativa, mas quem o fez mostra-se satisfeito com os resultados do último ano, que esperam ver repetidos este Natal. Encontrámos, porém, também quem achasse o processo demasiado burocrático e que preferisse não repetir a experiência.

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Nas ruas de Ourém os carrosséis, iluminação e uma casa do Pai Natal são as propostas do município para a dinamização natalícia. A par destas atividades, até 6 de janeiro decorre uma campanha em que o cliente do comércio local fica habilitado a ganhar vales de compras no valor de 50 euros cada, sorteados nas lojas aderentes ao máximo de três por estabelecimento. O sorteio dos prémios a atribuir realiza-se em 10 de janeiro, sendo que o vale de compras deve ser utilizado até à data-limite de 31 de maio de 2022.

ÁUDIO | Graciete Sousa, comerciante:

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Aderindo pelo segundo ano, Graciete Sousa, da Dt Detalhes Ourém, frisa a iniciativa como “um bom incentivo”. “Os próprios clientes acham que a iniciativa é boa”, frisa, referindo que o ano passado os vencedores dos vouchers acabaram por regressar, mesmo após o período de confinamento que se seguiu ao Natal.

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“Já é muito bom, não estávamos nada habituados a isto”, constata, não adiantando mais sugestões para dinamizar o comércio local.

Lídia Sousa, da loja Dalila, considera ser esta uma “boa atitude da câmara municipal para connosco” e um “miminho” para com os clientes, mas reflete que estes ficam sobretudo satisfeitos pelo prémio, não regressando necessariamente ao comércio. Por tal, algumas pessoas aderem à campanha, mas outras não querem, como já sucedeu este ano neste estabelecimento. “Penso que não é por isso que as pessoas fazem as compras”, reflete.

A empresária constata que para o comércio local seria uma boa ajuda que os centros comerciais encerrassem ao domingo e mais cedo aos sábados. O ano passado, admitiu, com os centros comerciais fechados durante vários meses, foi possível a alguns setores do comércio local, como no seu caso de modista, lucrar mais que em anos anteriores, mesmo com os constrangimentos da pandemia.

“O ano passado vendi mais devido ao encerramento dos shoppings”, confessa, considerando estar aí um dos grandes problemas do comércio local. 

ÁUDIO | Lídia Sousa, comerciante:

O mediotejo.net entrou em várias outras lojas, mas em muitas estavam apenas funcionários das mesmas e em outras os comerciantes não tinham aderido à campanha. Uma florista adiantou ao mediotejo.net que o processo de preenchimento do impresso demora o seu tempo e no seu setor, que trabalha muito para funerais, acaba por se tornar indelicado estar a falar em prémios aos clientes, pelo que este ano preferiu não aderir à campanha.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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