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Segunda-feira, Agosto 2, 2021

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Ourém | Colégios com contratos de associação só abrem metade das turmas

No próximo ano letivo os colégios de Fátima (com contrato de associação) vão abrir com metade das turmas no 7º ano e no 10º ano. A lista provisória do concurso de estabelecimentos de ensino particular e cooperativo foi divulgada a 23 de junho, pela Direção-Geral da Administração Escolar. Cada estabelecimento de Fátima terá duas turmas do 7º ano e, no caso do 10º ano, são três turmas para cada um dos dois estabelecimentos de ensino com este nível de ensino.

A questão dos contratos de associação, relativos aos colégios de Fátima, foi abordada na sessão de Assembleia Municipal. Ana Vieira, da bancada do PSD, lançou a questão ao presidente da Câmara, para saber quais as diligências tomadas face a este assunto.

Na carta que o presidente da Câmara dirige ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, pede-lhe uma audiência “com carácter de urgência” por ter tido conhecimento “por um grupo de professores e pais dos colégios de Fátima sobre o processo de redução de número de turmas autorizadas”. Algo que a concretizar-se “geraria injustiça”, argumenta Paulo Fonseca.

O deputado do PS, António Gameiro manifestou a sua estranheza relativamente ao assunto por, no passado, terem pedido a sua intervenção. Este ano, “está tudo bem porque ninguém me telefonou”, argumentou. Apesar disso, diz o deputado na Assembleia da República, “já me manifestei junto do ministro e do secretário de Estado defendendo que tudo se mantivesse na mesma”.

Tomé Vieira, em substituição do presidente da Junta de Fátima (PSD) garantiu em plenário que “a Junta de freguesia está extremadamente preocupada com a situação “. O docente sublinha que se trata se “três instituições que têm cumprido serviço público” nas últimas décadas e realça que a redução do número de alunos vai “depauperar a economia local, do município”.

“Ou então o desafogo no país já é tal que teremos de construir um liceu em Fátima e fazer o que se pretende fazer que é acabar com os contratos de associação”, disse Tomé Vieira, docente num dos três estabelecimentos com contrato de associação.

1 COMENTÁRIO

  1. Fátima pertence a Ourém e, em Ourém, há escola pública. Não é assim tão longe. Mais kms fazem os do concelho de Torres Novas. E os meninos que vêm de fora que vão para a escola pública a que pertence a sua residência. Na minha aldeia, por exemplo, há meninos que fazem 20 kms para irem para Fátima e a escola do 1º ciclo é a 2 kms e restantes ciclos, em Torres Novas, a cerca de 15-16 kms. E quantos vêm de Leiria e de muito mais longe. Diz-se até que fica mais barato enviar os alunos para esses colégios que para a escola pública pois nem lanche necessitam levar. Por que razão hão de ter um tratamento diferenciado à custa do estado? Se o querem que o paguem na totalidade. Ora parece existir ainda uma escola próxima, Sta Catarina da Serra, com capacidade para receber alunos. É do distrito de Leiria, mas não querem também o hospital de Leiria em vez dode Santarém a que pertence Fátima? Feitas as contas, só com os alunos naturais de Fátima, não haverá necessidade de liceu nenhum, Sr. Tomé Vieira. Lamento muito que vá depauperar a economia local. Dou mais valor à justiça social. Fátima não tem de ser centro de injustiças pois a escola pública, pela sua especificidade, é que tem de ter condições de excelência para permitir a todos igualdade de oportunidades. É intolerável a posição da igreja favorecendo minorias.

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