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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Ourém | Cidade de Fátima afirma-se preparada para retomar turismo internacional (c/videos)

A tentar sobreviver à crise sanitária, a hotelaria, restauração e comércio de Fátima, no concelho de Ourém, adaptou-se aos condicionamentos da pandemia, mas os turistas atualmente são sobretudo os portugueses e alguns espanhóis. Na abertura do Workshop Internacional de Turismo Religioso, esta quinta-feira, 24 de junho, as várias entidades presentes frisaram que a cidade é um destino seguro e está preparada para a retoma.

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O Workshop estava preparado para ser presencial, mas o arrastar da crise sanitária condicionou o evento, que acabou por se reformular em formato digital. Ainda assim reuniram-se online 185 operadores turísticos, de 34 países, estando agendadas 3404 reuniões de negócios para dias 24 e 25 de junho.

Alguns dos trabalhos decorrem no entanto de forma presencial, como a sessão de abertura no Centro Pastoral Paulo VI. A iniciar os trabalhos, o Reitor do Santuário de Fátima, Padre Carlos Cabecinhas, reconheceu que os efeitos da pandemia em Fátima “têm sido dramáticos”.

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“O Santuário de Fátima preparou os seus espaços para garantir a segurança sanitária, assim como a restauração e o comércio”, garantiu, frisando que “Fátima é um destino seguro”.

VIDEO: PURIFICAÇÃO REIS, PRESIDENTE DA ACISO:

A presidente da ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima, Purificação Reis, reconheceu que o Workshop esteve preparado para realizar-se presencialmente, “mas tivemos que nos render à evidência”, uma vez que se tornava difícil garantir a organizarem das viagens.

O certame passou assim para o digital, o que conduziu à criação de uma plataforma onde os operadores turísticos vão poder realizar as suas reuniões. Estão presentes 34 países da Europa, América Latina, América do Norte e Ásia, neste último caso com destaque para Coreia do Sul e Índia. “Sabemos que o desejo de viajar se mantém”, afirmou Purificação Reis, mas a retoma será lenta. 

VIDEO: CARLOS CABECINHAS, REITOR DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA:

Por videoconferência falou também Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro, frisando que a região oferece todas as condições para receber os turistas de forma segura. O grande problema neste momento é a retoma do turismo internacional, considerando o Workshop importante para devolver a confiança. 

Pedro Machado alertou ainda para a necessidade de se apoiarem as empresas, uma vez que o turismo está assente na iniciativa privada. “Temos que apoiar para que as empresas saiam de um nível de sobrevivência para um nível de retoma”, defendeu. 

A pandemia acabou por acelerar um conjunto de tendências de nível global, considerando o responsável que há todo um mundo a descobrir no sentido de um turismo mais resiliente e sustentável. 

Também Jorge Brandão, vogal executivo do Centro 2020, saudou a resiliência na organização deste evento, frisando a capacidade de diferenciação que tem o turismo religioso e a capacidade de pensar globalmente e agir localmente. 

VIDEO: LUIS ALBUQUERQUE, PRESIDENTE CM OURÉM:

A presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Anabela Freitas, destacou a necessidade de preparar o território para quando se começar a desconfinar. No âmbito do turismo religioso, sublinhou que a temática judaica também tem incidência na região do Médio Tejo e o objetivo de aumentar a permanência dos turistas no território. O turismo natureza, continuou, é outro foco de interesse da região.

“Somos um destino seguro”, concluiu, “os empresários da fileira do turismo investiram muito, muitas vezes sem apoios”.

O presidente da Câmara da Guarda, Carlos Monteiro, enviou um vídeo onde discutiu os desafios da retoma do turismo e o potencial da herança judaica que há naquele concelho. Já o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, concluiu os trabalhos afirmando que “acreditamos muito que o pior já passou”, enumerando as várias estratégias do município no caminho da retoma. 

Em videoconferência, transmitida no final da manhã, a Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, comentou que a pandemia pode ser uma janela de oportunidade para novas dimensões do turismo. Frisaria assim os planos do Governo para a estratégia de turismo 2027, apontando como objetivos: turismo todo o ano, em todo o território e com crescimento e valor. O turismo religioso, constatou, encerra estas três dimensões. “É um produto turístico que deve continuar a ser trabalhado”. 

Em declarações aos jornalistas, Purificação Reis reconheceu que vários estabelecimentos comerciais e hoteleiros de Fátima se encontram encerrados provisoriamente, aguardando-se o desenvolver dos acontecimentos para decidir se vale a pena retomar. A expectativa é que os certificados verdes tragam novamente a confiança dos consumidores em viajar.

Os turistas atualmente são maioritariamente portugueses, embora já comecem a aparecer espanhóis. “Estamos numa altura em que os primeiros destinos a abrir são aqueles que vão competir pela atração do turista. Temos expectativa que haja uma motivação adicional para trabalhar Portugal, para trabalhar Fátima”, comentou, sobretudo num contexto pós-pandemia em que se procura paz e natureza. “Estamos com boas expectativas”, admitiu. 

Já Carlos Cabecinhas reiterou a segurança da cidade de Fátima, nomeadamente as condições sanitárias do Santuário de Fátima. “Temos vindo a perceber que há um regresso dos peregrinos a Fátima, sobretudo os portugueses. Falta-nos muito a presença dos peregrinos estrangeiros”, reconheceu, comentando porém a expectativa de assistir ao regresso dos peregrinos internacionais durante o verão.

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, destacou hoje o “contributo fundamental” do turismo religioso na diversificação dos mercados emissores, considerando que este setor sairá “muito mais forte” da pandemia.

“Quer os caminhos da fé marianos, quer os caminhos da fé judaicos, quer os caminhos de Santiago, que são importantes subprodutos do turismo religioso, estão vocacionados para mercados de longo curso”, disse Rita Marques, durante a 9.ª edição dos Workshops Internacionais de Turismo Religioso.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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