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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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Ourém | Catarina Marques Rodrigues, uma promessa no jornalismo da Sandoeira

Catarina Marques Rodrigues, 25 anos, natural da Sandoeira, ex-freguesia de Rio de Couros, Ourém, é atualmente jornalista na RTP. No seu currículo tem passagens pela SIC, Expresso e Observador, tendo vencido o prémio ILGA em 2016 com a reportagem “A vida no Colégio Militar: «Parece um Big-Brother»”, entre outros prémios da rede Ex aequo. De passagem por Caxarias, para a entrega dos prémios do concurso “EdSex” da Casa Qui na EB 2/3 Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão, a jornalista falou aos mais novos sobre os sonhos e de nunca se desistir de acreditar.

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Se a interioridade pode marcar a personalidade de uma pessoa, não lhe dita por certo o destino. Foi esse o exemplo que Catarina Marques Rodrigues levou a Caxarias, como convidada da Casa Qui para apresentar a entrega de prémios do concurso “EdSex” que a EB 2/3 local venceu. O facto de ser do concelho e natural de uma localidade próxima de Caxarias foi um acaso, mas motivou a jovem jornalista a comparecer, com um grande sorriso nos lábios e uma mensagem de esperança e luta para os mais novos. “Nunca desistam dos vossos sonhos”, afirmou.

Jornalista tem vencido prémios como temas como as crianças transgénero e a vida no Colégio Militar Foto: mediotejo.net

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Licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, com uma pós-graduação em jornalismo, Catarina Marques Rodrigues deu nas vistas ao começar rapidamente a vencer prémios com temas como relacionados com a igualdade e discriminação, como as crianças transgénero e o Colégio Militar. Atualmente trabalha na RTP e mantém o podcast “Chicas poderosas” na Antena 3.

De passagem pelo concelho natal, a jovem jornalista falou aos colegas de profissão sobre o seu percurso. “Quando era criança queria ser advogada. Desde pequena que fui aquela miúda que não suportava que humilhassem alguém”, recordou. Isso levou a que na adolescência, frequentando um colégio em Fátima, a marcasse a forma como foram tratadas duas colegas homossexuais, por alunos e professores, que iniciavam uma relação. Catarina ficou surpreendida, uma vez que encarara a paixão entre as amigas com entusiasmo e naturalidade. “Foi aí que percebi que nem toda a agente pensava como eu”, confessa.

Inicialmente não tencionava fazer do jornalismo profissão, mas eventualmente a carreira tornou-se evidente. “Vejo o jornalismo como forma de dar luz a quem fica na sombra”, confessa, “e a contar estas histórias estou a dar-lhes palco”.

Catarina afirma que não faz qualquer tipo de militância, “o meu trabalho é ser jornalista”. Mas lembra que na terra natal, enquanto criança sonhadora, muitas vezes era gozada pelas suas grandes ambições. “Por isso quis dizer que os sonhos se podem realizar”, confessou, “se tens um objetivo não deixes que te limitem”. “Espero conseguir ainda mais coisas”, admitiu.

Questionada sobre os comportamentos de discriminação de género, Catarina constatou que ainda existem, tanto no campo como na cidade. “Ainda há muitas convenções sobre o que o homem e a mulher devem fazer”, refletiu.

Por isso, “o facto da escola (EB 2/3 de Caxarias) ter abraçado este projeto é uma coisas incrível, porque envolveram toda a comunidade”, concluiu.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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