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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Ourém | Câmara está contra o fim das juntas médicas no concelho

A Câmara de Ourém não aceita que o Serviço de Verificação de Incapacidades Permanentes (juntas médicas), deixem de ser feitas no concelho e sejam centralizadas na sede de distrito, em Santarém. Segundo informou o Presidente da Câmara na reunião do dia 4, a decisão foi tomada pelo Diretor da Segurança Social de Santarém, Renato Bento.

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“De forma alguma nos podemos conformar com mais esta “machadada” nos serviços de proximidade, nomeadamente para com o concelho de Ourém, que recordamos é o 2.º maior do distrito, em termos populacionais”, argumenta Luís Albuquerque (PSD) numa declaração lida no início daquela reunião.

A autarquia não aceita que “mais este serviço de proximidade se deslocalize do concelho”, depois de terem sido retirados serviços de saúde e justiça.

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“Solicitamos à Segurança Social que reconsidere a sua posição, e que seremos, como sempre fomos, um parceiro para encontrar soluções de e para as pessoas, mas não contem connosco para agudizar ainda mais as suas fragilidades”, refere o autarca na sua declaração.

Outro argumento é que “em Ourém existem mais de 50 instituições que prestam serviços de cariz social, em ERPI, Centro de Dia ou Lares residências, abrangendo mais de 1600 idosos em ERPI, cerca de 650 em Centro de dia de mais de 350 utentes em lares residenciais. Os utentes destas instituições, extremamente vulneráveis, quer seja pela idade ou por incapacidade necessitam frequentemente destes serviços e é de todo incomensurável os custos associados à deslocação pretendida, inclusive em termos financeiros para a própria segurança social, pois a maioria destes utentes são transportados em serviço de ambulância”.

Acresce que, em termos demográficos, “Ourém é um concelho envelhecido, com mais de 22% de pessoas com 65 ou mais anos e um índice de envelhecimento de 183, e onde os transportes para a sede de distrito são escassos, para não dizer inexistentes”.

O objetivo da Segurança Social é que os médicos relatores passem a prestar o serviço de forma centralizada, em Santarém, obrigando os utentes, por natureza debilitados, a uma deslocação de cerca 150 km, alerta a autarquia oureense, concelho onde em média são efetuados 55 atendimentos mensais deste tipo (juntas médicas), o que perfaz um total de 660 por ano.

Para Luís Albuquerque, a decisão é “um completo desastre, especialmente numa altura em que as palavras de ordem são a proximidade e a descentralização”. “A nós parece-nos mais um retrocesso centralizador e retrogrado”, sublinha.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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