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Domingo, Julho 25, 2021

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Ourém: Bacalhau vai amanhã a julgamento na Freixianda

O Rancho Folclórico “Os Lírios do Nabão”, de São Jorge, freguesia de Freixianda, está a recuperar uma velha tradição do domingo de Pascoela, chamada de “Julgamento do Bacalhau”. Trata-se da encenação de um julgamento, tendo a personagem do “Bacalhau” como réu, relacionada com a impossibilidade de se comer carne durante a quaresma. Com cerca de 30 figurantes, o “julgamento” decorre este domingo, dia 3 de abril, às 16:00, em São Jorge.

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Enclave do distrito de Santarém no distrito de Leiria, São Jorge há muito que recebe influências daquela região, nomeadamente de uma tradição da localidade próxima de Soutocico, chamada de “Enterro do Bacalhau”. Humberto Piedade, do Rancho Folclórico “Os Lírios do Nabão”, refere que nunca visitou o evento, que apenas conhece de nome, referindo que possivelmente o conceito será semelhante.

Em São Jorge o Bacalhau irá a julgamento! A encenação não se realizava há oito anos, sendo a atual direção do Rancho Folclórico que está a tentar recuperar a tradição. “Era originalmente uma brincadeira em torno de não se consumir carne na quaresma”, explicou ao mediotejo.net, “só se comia bacalhau”. O teatro recria o ambiente do tribunal, com juiz, padre, advogados de defesa e acusação, testemunhas e até um pelotão de fuzilamento. Uma “brincadeira”, que visa também a “crítica social”.

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A encenação arranca com o sermão do Padre, perguntando-se ao público se se deve condenar o Bacalhau. Aparece a Páscoa, uma jovem grávida (este ano será representada por um rapaz) que se diz violada pelo Bacalhau. O pai do Bacalhau vem da Noruega, cheio de dinheiro, para tentar ajudar o filho. Os textos são em verso, que refletem em tom de comicidade a situação atual do país.

O evento está marcado para as 16 horas, junto à sede do Rancho Folclórico, em São Jorge. “Se o tempo permitir será na rua, se não será na sede do Rancho”, explica Humberto Piedade. Depois da atuação, há bacalhau assado para o público.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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