Ourém | Associação de Hoteleiros de Portugal contra taxa turística de Fátima

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) solicita em comunicado à Câmara Municipal de Ourém “a suspensão do processo de intenção de criar uma taxa turística em Fátima, apelando ao diálogo entre os vários intervenientes”.

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“Não existiu qualquer informação ou diálogo, formal ou informal, com a AHRESP sobre esta matéria e temos conhecimento que também não existiu qualquer informação ou diálogo, formal ou informal, com o Turismo do Centro, nem com a instituição, nem com o seu Presidente, que foi nesta matéria também apanhado de surpresa”, esclarece Mário Pereira Gonçalves, presidente da AHRESP, no mesmo documento.

“Somos contra a criação de uma taxa Turística, em razão dos dados do INE, que confirmam a diminuição de turistas no concelho de Ourém, no seguimento da queda da procura a que se assiste atualmente e tendo em conta as especificidades dos negócios familiares, muito sazonais, e com os contratos comerciais para 2019, e mesmo para 2020, já fechados, estes custos não previstos, serão exclusivamente suportados pelas nossas empresas, pondo em risco a sua sustentabilidade, bem como dos seus postos de trabalho”, adianta.

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“Devemos relembrar que, numa altura em que o mercado está retraído, e atendendo que o turismo de Fátima, é na sua maioria, sustentado na receção de grupos, não podemos renegociar com os operadores, no curto prazo, novas condições”.

“A AHRESP sempre se mostrou disponível para dialogar com as autarquias e está uma vez mais recetiva a dialogar com o município de Ourém. Recordamos o sucesso das negociações que em estreito trabalho com a Câmara Municipal de Aveiro, levaram à respetiva abolição de uma taxa turística, bem como à reformulação do modelo em Lisboa. Foram casos em que existiu diálogo e através do qual se chegou a consensos. A AHRESP apela, assim, para que a Câmara Municipal de Ourém suspenda o processo em curso a fim de se poder refletir de forma mais ponderada a oportunidade, os riscos e as e implicações desta decisão”, conclui o responsável.

A AHRESP solicita assim um período de debate com todos os agentes envolvidos antes de uma tomada de posição por parte da Assembleia Municipal de Ourém.

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Cláudia Gameiro
Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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