Sábado, Fevereiro 27, 2021
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Ourém: Associação “Caminhos de Fátima” formalmente constituída

Na sequência do anúncio do projeto, realizado em outubro, para promover rotas mais seguras dos chamados “Caminhos de Fátima”, os 14 municípios que integram a iniciativa assinaram sexta-feira, 12 de fevereiro, a escritura pública da nova associação. Recorde-se que está em causa um investimento de 7,5 milhões de euros, financiado em parte pelo Estado, para organizar, recuperar e promover um primeiro percurso de peregrinação com início no Porto até Fátima.

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A notícia é avançada pelo município de Ourém. Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Águeda, Anadia, Mealhada, Coimbra, Condeixa, Soure, Pombal, Leiria e Ourém assinaram finalmente a escritura pública da Associação Caminhos de Fátima, integrando o município ouriense a direção.

“O incremento da segurança e melhoria das condições de fruição turística e cultural de todos aqueles que, anualmente e aos milhares, percorrem a pé os caminhos até à Cova da Iria, é o objetivo desta Associação, que pretende ainda fomentar e defender os tradicionais Caminhos de Fátima, em todas as suas dimensões, ajudar o Peregrino e defender e promoção do património cultural dos Caminhos de Fátima”, refere a página de facebook do município. “A pouco mais de ano e meio de se assinalar os 100 anos das Aparições e com a visita prevista do Papa Francisco ao Santuário em maio de 2017, a Associação Caminhos de Fátima pretende estruturar, tornar mais seguro, certificar, interpretar e gerir todas as etapas deste percurso cultural e religioso”.

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Esta primeira etapa, com 212 quilómetros, é usada por 80 por cento dos peregrinos que chegam ao Santuário. Em outubro foram lembrados os vários acidentes que têm ocorrido nas estradas nacionais nos últimos anos, com inúmeras mortes, por estas não estarem adequadas à circulação de caminhantes. “O estudo efetuado permitiu estabilizar um itinerário alternativo que se desenrola em 96% da sua distância fora das Estradas Nacionais (N1), com apenas um acréscimo de 8% na distância total do percurso”, refere a autarquia.

“Este traçado identificado, testado e consensualizado pelos 14 Municípios que integram a Associação Caminhos de Fátima permite: recuperar calçadas romanas; atravessar vales agrícolas; aproveitar canais ferroviários desativados ou a desativar; incorporar margens ribeirinhas; integrar caminhos rurais e atravessar povoados, com uma clara vantagem para o espírito da peregrinação ou da caminhada”, refere. Pretende-se assim dar continuidade a um dos objetivos deste projeto, que é potenciar as localidades por onde passam os peregrinos.

Segundo o mesmo comunicado, “os Programas Operacionais do Norte e do Centro, conscientes da importância e do alcance do Projecto , tomaram a iniciativa de propor à Comissão Interministerial de Coordenação a abertura de um Convite, dirigido aos 14 Municípios abrangidos pelo itinerário a implementar, ou à Associação que para o efeito constituam, no valor de 3.500.000 euros o que viabilizará intervenções com um investimento superior a 4.000.000 euros”. O mesmo anúncio já havia sido realizado pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, em outubro.

Para além deste itinerário, a Associação prevê recuperar outros três, de sul para norte, do interior para o litoral e do litoral para o centro.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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