Ourém | Assembleia Jovem foi observada por município de Ferreira do Alentejo

Romana Romão lembrou aos jovens presentes a luta para democracia e em particular das mulheres pela paridade Foto: mediotejo.net

A presidente da Assembleia Municipal de Ferreira do Alentejo (distrito de Beja), Romana Romão, deslocou-se a Ourém na sexta-feira, 3 de maio, para observar a organização e dinâmica da primeira edição da AJO – Assembleia Jovem de Ourém. A ideia da autarca é replicar o formato no seu concelho.

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A presença de Romana Romão foi mencionada no decorrer da AJO, sendo que a própria fez uma breve intervenção aos jovens do ensino secundário já no final da sessão, apelando à participação cívica, sobretudo das raparigas, em larga maioria na sala. Integrando com o presidente da Assembleia Municipal de Ourém, João Moura, a Associação Nacional das Assembleias Municipais, a autarca quis vir conhecer de perto o modelo que o colega implementou este ano no concelho.

“Ferreira do Alentejo não tem Assembleia Jovem”, explicou em declarações à comunicação social, “é algo que já propus ao presidente da Câmara e às escolas. A ideia foi bem recebida, mas está embrionário”, sendo que deverá avançar só no próximo ano letivo. A dinâmica deste concelho é mais pequena, com menos escolas a poder participar e menos possibilidades de projetos, reconheceu.

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“Penso que teremos que utilizar outras estratégias”, refletiu, “mas é extremamente interessante e necessário”.

Romana Romão constatou que mesmo depois de 45 anos, a participação feminina na política está em parte dependente das cotas de género Foto: mediotejo.net

Para a responsável, os jovens deveriam começar a envolver-se com os problemas da sociedade a partir do momento que têm disciplinas como Cidadania, ajudando assim a despertar os próprios adultos. “É extremamente importante apelar a que sejam participativos”, defendeu, devendo-se “ensinar os jovens que são importantes para o futuro”, sendo estes organismos um “trampolim para a cidadania”.

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Questionada pelo mediotejo.net sobre o porquê de iniciativas como esta levarem quase meio século a serem implementadas, Romana Romão reconheceu a pertinência da observação e deu como exemplo o caso da participação feminina na política.

Em mais de quatro décadas desde a revolução de abril, as mulheres representam 1/3 da vida ativa na política e, mesmo assim, teve que se criar legislação. “Espero que as cotas deixem de existir, mas se não fossem criadas cotas teríamos números mais reduzidos” de participação feminina.

“Isto é um passo de cada vez. Estamos no bom caminho e as Assembleia Jovem são um caminho interessante”, concluiu.

 

 

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