Ourém | Assembleia dá luz verde à compra de primeiros terrenos para futura zona industrial de Freixianda

Assembleia Municipal de Ourém. Imagem: AMO

Foi aprovada por unanimidade em Assembleia Municipal de Ourém a primeira parte da aquisição de terrenos para a futura zona industrial da Freixianda. Com a alienação e compra dos primeiros catorze hectares, de um total de 17 previstos, o Município pretende agora avançar com uma candidatura a fundos comunitários para execução da obra.

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É um projeto do qual “que se fala há muitos anos”, que é “fundamental para o desenvolvimento da região” e que está “finalmente a dar os primeiros passos”. Palavras do presidente do Município de Ourém, Luís Albuquerque, que explicou a proposta levada pelo executivo municipal a Assembleia Municipal.

“O que nós propomos é a aquisição dos primeiros catorze hectares de uma zona que está devidamente identificada como futura área de localização empresarial da Freixianda”, elucidou.

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Referindo que a falta de cadastro no concelho tem sido impeditiva de um processo mais célere, o autarca deu conta de que a aquisição destes primeiros terrenos vem dar condições para que o Município possa avançar com uma candidatura a um aviso de fundos comunitários que está aberto até 31 de outubro.

“Estamos a preparar uma candidatura para ver se conseguimos obter financiamento para poder executar esta obra”, reiterou. Quanto ao pagamento dos terrenos, o mesmo realizar-se-á em dois anos: “uma parte este ano, outra parte para o ano”.

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Luís Albuquerque sublinhou que a criação desta área industrial na Freixianda representa uma “oportunidade única de conseguirmos trazer para o nosso concelho outro tipo de investimentos que até aqui não foi possível trazer”.

“Estamos a falar de uma zona de baixa densidade, uma zona muito procurada por empresários, porque hoje, o atual Governo – e bem – tem promovidos estes territórios”, afirmou o autarca.

Palavras que mereceram a concordância por parte do presidente da mesa da Assembleia, João Moura, que explicou que o facto de haver zonas no território oureense demarcadas como de baixa densidade permite “um conjunto de oportunidades em termos de fundos comunitários e na criação de emprego, com um conjunto de incentivos que a CCDR pode facilitar”.

Em reunião de executivo já havia sido aprovado o contrato promessa de compra e venda destes terrenos no valor aproximado de 81 mil euros. Para 2021 o investimento previsto em terrenos para esta futura Zona Industrial é de 305 mil euros.

É também intenção do município apresentar, até ao dia 31 de outubro, uma candidatura a um aviso a decorrer para parques industriais, para que possa ser iniciada, no curto prazo, a primeira fase das obras estruturais da referida zona industrial.

“A ideia é que até dia 31 de outubro possamos apresentar uma candidatura a um aviso que está aberto para parques industriais, com a expectativa de ser aprovado e se tal acontecer, obviamente teremos condições para, a médio prazo, podermos iniciar a 1ª fase. Se não for aprovado teremos de ser mais contidos e teremos de aguardar que possa haver financiamento”, explicou o autarca.

O projeto da futura Área de Localização empresarial da Freixianda está avaliado em mais de 2 milhões de euros.

Na reunião de executivo, os três vereadores do PS optaram pela abstenção neste ponto. Pela voz de Cília Seixo, criticaram o facto de não ter sido apresentado qualquer relatório de avaliador certificado independente que justifique o valor a pagar por m2, nem um estudo de viabilidade económica da futura zona industrial, entre outros argumentos.

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