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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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Ourém | Arrancou julgamento de homem que atropelou três jovens em 2015 em Atouguia

Estava marcado para segunda-feira, 13 de setembro, no Tribunal de Santarém, o início do julgamento de um homem que atropelou três jovens que circulavam de bicicleta na zona de Atouguia, concelho de Ourém, em agosto de 2015. Na época, o condutor fugiu do local do acidente, tendo-se entregado no dia seguinte à polícia. Os jovens ficaram em estado grave.

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A notícia é avançada pela SIC. No portal Citius, porém, a marcação é dada como “anulada”, com nova data agendada para 27 de setembro, às 14h00.

O julgamento esteve para iniciar em 2020, mas o arguido e as companhias de seguros pediram perícias ao estado atual das vítimas. A primeira sessão acabou por ser adiada, apurou hoje o mediotejo.net, estando o início do julgamento agora agendado para o dia 27 de setembro.

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Os três jovens, entre os 12 e os 14 anos, estavam a andar de bicicleta nas proximidades das suas casas quando o ocorreu o atropelamento, pelas 17h00 de um domingo, 16 de agosto de 2015, na estrada entre Alvega e Atouguia. Um dos jovens foi transportado de helicóptero para o Hospital de Santa Maria, tendo os outros dois sido encaminhados para o Hospital Pediátrico de Coimbra, todos em estado considerado grave. 

O condutor fugiu sem prestar auxílio, tendo-se entregado no dia seguinte à polícia. O arguido, na altura com 50 anos, é acusado pelo Ministério Público de três crimes de à integridade física por negligência e de um crime de omissão de auxílio.

Segundo a acusação, consultada pela Lusa, o homem conduzia uma viatura ligeira de mercadorias numa rua onde a velocidade máxima permitida é de 50 quilómetros/hora. Ao descrever uma curva acentuada, foi embater nos jovens, à data com 12, 13 e 14 anos, que circulavam de bicicleta em sentido contrário.

Dois dos jovens foram projetados para cima do veículo, estilhaçando o pára-brisas e caindo inanimados no solo, enquanto o terceiro, que ia à boleia numa das bicicletas, foi projetado para o chão, ficando a queixar-se da perna.

“Apesar das colisões, o arguido não parou e abandonou o local sem que tivesse verificado o estado em que as crianças ficaram, tendo continuado a sua marcha em direção a Atouguia”, estacionou o veículo na sede da empresa para a qual trabalhava e permaneceu junto a um ribeiro até às 07h00 do dia seguinte, quando se apresentou à GNR, pode ler-se  no despacho de acusação.

O jovem encaminhado para o Hospital de Santa Maria ficou com lesões na face e no braço e na perna direitos, apresentando, a nível psicológico, dificuldades de atenção, concentração e memória e sintomatologia depressiva, entre outros, mantendo ainda consultas anuais de acompanhamento.

Um dos jovens que ficou inanimado no acidente sofreu lesões na cabeça, no braço esquerdo e nas duas pernas, tendo ficado a coxear e com “alterações cognitivas permanentes, com consequência no aproveitamento escolar”, ansiedade, tensão e insegurança, o que determinou uma desvalorização de 15 pontos de capacidade e a recomendação de seguimento psiquiátrico.

O terceiro, o mais novo, sofreu lesões na cabeça, nos braços e nas pernas, de que ficaram cicatrizes e sequelas de fratura óssea, mas que “não afetam a capacidade de usar o corpo e de trabalho”.

Para o Ministério Público, a perda de controlo do veículo ocorreu por falta de atenção, por velocidade desadequada e por o arguido ter ingerido bebidas alcoólicas, com a agravante de ter visto uma menina que seguia à frente do grupo a fazer sinal, tentando avisar da aproximação da viatura.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

Agência de Notícias de Portugal

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