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Sábado, Maio 8, 2021

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Ourém | Apelo à denúncia no dia da eliminação da violência doméstica

O auditório da Câmara Municipal de Ourém recebeu na manhã de 25 de novembro, sexta-feira, uma ação de sensibilização sobre violência doméstica, no “Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres”. Da parte das autoridades presentes foi deixado o apelo para a denúncia, neste que é um crime público que ainda sofre de muitos constrangimentos na sua identificação.

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“É necessário a notícia, o facto, o flagrante delito” ou então a “reputação de flagrante delito” para que todo o processo de ativação dos meios de segurança e encaminhamento das vítimas possa acontecer, defendeu na sua intervenção o Subcomissário Leandro Ferreira, da PSP de Ourém. O responsável captou a atenção da audiência, composta por vários estudantes e professores, com um discurso mais informal, explicando os mecanismos que podem despoletar a denúncia e o apoio com que a vítima pode contar da parte das autoridades. “Acho que é a parte que mais nos falta. É importante que chegue a informação” à polícia, defendeu.

Reconhecendo que ligar para as autoridades pode ser “constrangedor”, assim como ter a polícia a bater à porta a pedir informações, Leandro Ferreira defendeu uma ação mais atenta à vítima e à complexidade da realidade, mostrando que se pode confiar nos mecanismos de segurança. Daí ter que haver liberdade para voltar ao domicílio para ir buscar os pertences ou ir para outra casa que não uma casa de abrigo, ou mesmo voltar à sua vida quotidiana caso assim o deseje. O crime de violência doméstica é, no entanto, público,salientou, e mesmo que a vítima queira desistir de uma ação em Tribunal esta poderá decorrer na mesma. “A polícia está em cada um de nós”, comentou o subcomissário, mencionando casos dos vizinhos alertarem as autoridades por ouvirem gritos.

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Leandro Ferreira falou ainda da complexidade que envolve a apreensão de armas. Apesar de haver um grande número de armas no concelho de Ourém, constatou, muitos dos instrumentos usados para a violência doméstica nem são armas propriamente ditas, mas facas ou chaves de fendas. Em caso de dúvida sobre um ato de violência, devem-se chamar as autoridades, recomendou.

Segundo as estatísticas da Associação de Apoio à Vítima (APAV), o distrito de Santarém registou, em 2015, 356 processos de violência doméstica. No global do país, a vítima padrão é por norma do sexo feminino (82,8%), tem uma média de 40,7 anos e é casada (38,3%), apesar de haver também uma percentagem significativa de solteiras (28,7%). Tem filhos, ensino superior (25%) e está empregada (38,9%). Em 27,7% dos casos o autor do crime é o cônjuge, mas há também casos de serem filhos (11,9%) ou um dos pais (8,9%).

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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