Ourém | Apelo a “compreensão” para 9 meses de obras em Avenida central

A população de Ourém foi chamada a uma apresentação na tarde de terça-feira, 29 de novembro, sobre as obras de requalificação da Avenida D. Nuno Álvares Pereira, via central da cidade. O projeto base está estimado em 2,6 milhões de euros, com 1,3 milhões de comparticipação pelo Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). A intervenção vai mudar a paisagem da cidade, mas deixou algumas apreensões a alguns lojistas. O município apelou à “compreensão” de todos, por uma obra “urgente” para a sede do concelho.

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Ainda não se sabe quando terá início a requalificação. Conforme o presidente da Câmara, Paulo Fonseca, explicou aos presentes, neste momento o júri está a elaborar um relatório com o vencedor do concurso público, que irá a reunião de câmara. O arranque dos trabalhos, cujo prazo previsto de execução é de nove meses, estará dependente do tempo que demorar o visto do Tribunal de Contas.

Paulo Fonseca começou por enumerar ao público que se reuniu na galeria da Câmara Municipal as obras que foram incluídas no PEDU. O Cine-teatro Municipal, o elevador da vila medieval, a requalificação do Castelo de Ourém, entre outros projetos, estão incluídos neste pacote de 5,4 milhões de euros aprovados para o município. A Avenida D. Nuno Álvares Pereira, cuja obra foi adiada devido ao diferendo da autarquia com a Be Water, acabaria por ser inserida enquanto beneficiação do centro da cidade.

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Ao todo serão requalificados 1 quilómetro e 400 metros, numa estrada que atravessa o coração da cidade de Ourém. O projeto inclui uma nova rotunda junto às bombas da Galp, sinalização, melhoramentos no saneamento, gás natural, arborização, iluminação pública em LED, seis a sete metros de faixa de rodagem, passeios com calçada, estacionamento, equipamento urbanos, marcações para invisuais, etc. Numa estrada já de si algo estreita em determinado pontos, apelou-se por diversas vezes à “compreensão” para o incómodo que a obra causará na circulação, no comércio e na vida dos moradores.

A intervenção mais preocupada chegou de um lojista que teve um espaço comercial no centro histórico da cidade de Ourém, junto à Igreja Paroquial, lembrando as obras ali realizadas há cerca de dez anos e que promoveram a circulação pedonal em detrimento do estacionamento. “Aquilo não trouxe nada de bom, só trouxe miséria. As coisas foram fechando. A intervenção na parte velha não trouxe nada de bom a Ourém”, constatou.

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Paulo Fonseca partilhou da observação sobre o resultado daquela requalificação, mas constatou que a Avenida central precisa de uma intervenção urgente. Face a outros comentários terminaria por referir que é necessário um “equilíbrio” entre o peão e o carro.

Da parte de outros moradores chegaram preocupações com o pouco espaço da Avenida e o excesso de elementos que se vão introduzir, assim como observações sobre o terreno escolhido para construir o elevador que dará acesso à vila medieval de Ourém.

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