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Terça-feira, Maio 11, 2021

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Ourém | Albuquerque encontrou “desordem” na Câmara Municipal em balanço de 100 dias (C/VIDEO)

Ao fim de quatro meses de gestão, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque (PSD), fez um balanço dos primeiros 100 dias do seu executivo. As críticas à gestão de Paulo Fonseca (PS) foram as já esperadas face às constantes revogações que marcaram os últimos meses: “desordem nas contas e processos”, “planeamento zero e decisões casuísticas” e “falta de liderança operacional forte”. Processos mal organizados, problemas complicados deixados por resolver e negócios pouco transparentes foram a herança recebida, revelou o autarca.

Temas como o real financiamento comunitário das obras da avenida D. Nuno Álvares Pereira ou a aquisição do chamado “Coração de Fátima” já haviam sido avançados por Luís Albuquerque, mas tornaram a ser lembrados com o balanço geral dos 100 dias de mandato. O autarca começou por apontar para o “orçamento 2017 eleitoralista e empolado, em aproximadamente 6,9 milhões de euros. Para se atingir a meta de uma taxa de execução superior aos 85% careceu de revisão orçamental na ordem dos 2,5 milhões de euros, ficando um desvio de aproximadamente 4,4 milhões de euros”.

O PS deixou ainda compromissos na ordem dos 17,5 milhões de euros, além do processo de encerramento da OurémViva, determinado pelo Tribunal de Contas, por resolver. Tanto a Área de Reabilitação Urbana (ARU) como Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) não foram trabalhados com “planeamento” e “visão”, além de existirem vários processos “mal instruídos”.

Luís Albuquerque apontou que os sistemas informáticos estão “obsoletos”, alguns transportes escolares estavam a atingir o limite de utilização sem que a sua substituição estivesse acautelada e a falta de equipamentos informáticos e assistentes operacionais nas escolas.

Por tudo isto os passos dados pelo novo executivo têm sido sobretudo de revisão de processos e recuperação de projetos. O presidente da Câmara fez uma extensa enumeração da obra já realizada, com várias iniciativas próprias, como o apoio à natalidade e a Start Up Ourém, em andamento. Encontra-se também a decorrer o processo de internalização da OurémViva.

No futuro o PSD-CDS quer “reforçar a marca Ourém Fátima no plano nacional; promover o desenvolvimento equilibrado do território; integrar património, turismo e espiritualidade; apoiar investimento, competitividade e empreendedorismo; construir uma comunidade equilibrada e solidária”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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