Ourém: Fechada a estrada onde os “buracos dão para plantar couves”

A Estrada da Ribeira, troço de três quilómetros que passa pelas freguesias de Espite e Matas e dá acesso a Leiria, está fechado ao trânsito desde inícios de fevereiro. Depois de vários anos a aguardar uma intervenção profunda, a primeira fase das obras ficou concluída sem valetas, o que levou ao desabamento de terras e à deterioração do tapete recém-colocado, no espaço de três dias. Ao presidente da junta, Filipe Baptista, foi referido que a 2ª parte da obra, com as devidas valetas, vai agora a concurso público. Até ao momento, o mediotejo.net não recebeu qualquer resposta ao pedido de contraditório feito à Câmara de Ourém.

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chuvas fortes danificaram tapete novo da Estrada da Ribeira. foto mediotejo.net
chuvas fortes danificaram tapete novo da Estrada da Ribeira. foto mediotejo.net

Uma estrada cujos “buracos dão para plantar couves” é uma tirada famosa do presidente Filipe Baptista, quando numa assembleia municipal há alguns anos defendeu a requalificação urgente da Estrada da Ribeira. As obras finalmente arrancaram em 2015, com uma aposta no troço mais danificado. No entanto, nos fins de janeiro e depois de 135 mil euros gastos, ficaram dois troços com cerca de mil metros por alcatroar e sem valetas, o que, com as chuvas fortes dos dias seguintes, levou a que boa parte do trabalho aí realizado ficasse danificado.

“A parte que ficou por intervir ficou pior que a que estava”, explicou ao mediotejo.net oFilipe Baptista, que acompanhou uma visita ao local. “Está tudo estragado”, lamentou o autarca, salientando que a junta não sabia que não estavam contempladas as valetas nem o alcatroamento apenas parcial dos três quilómetros no projeto. “Na próxima assembleia de freguesia vou ter que pedir desculpa porque fui induzido em erro”, comentou.

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Assim que a estrada foi aberta ao trânsito, no final de janeiro, bastaram três dias para que a chuva intensa começasse a lavar as terras e a provocar algumas derrocadas. Filipe Baptista contatou a Câmara de Ourém, que de imediato fechou novamente a estrada e ergueu valetas provisórias, que dão, no geral, o mau aspeto atual à estrada.

O tema foi alvo de uma recomendação do PSD-CDS na reunião privada de 19 de fevereiro. ”De acordo com o anúncio afixado na obra, podemos verificar que a referida empreitada foi adjudicada por 135.097,13 Euros, acrescido de Iva, com prazo de execução de 90 dias. Consultado o contrato de Ajuste Direto, publicado no Portal Base Gov, constatamos que o mesmo foi assinado em 10 de julho de 2015, pelo que a obra estará concluída”, referiu a coligação. A obra encontra-se “num estado deplorável, com troços asfaltados mas sem valetas e bermas executadas, outros intransitáveis e zonas onde não existiu qualquer intervenção”.

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O PSD-CDS recomendou assim que “o executivo Socialista inicie um procedimento de Concurso Público, com a máxima urgência, para que a referida estrada possa ser reaberta nas melhores condições”.

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