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Terça-feira, Julho 27, 2021

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Os Verdes questionam Governo sobre esgotos a céu aberto na Sertã

Uma alegada situação de escorrência de esgotos a céu aberto na freguesia de Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, motivou hoje um pedido de esclarecimentos ao Governo por parte do grupo parlamentar Os Verdes (PEV).

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Na pergunta dirigida ao Governo, aquele partido refere ter tido conhecimento “por intermédio da comunicação social”, que, na freguesia de Cernache do Bonjardim, distrito de Castelo Branco, se encontravam, em meados de dezembro, “esgotos a correrem a céu aberto, alegadamente provenientes de uma urbanização do aglomerado populacional”.

No documento, assinado pelo deputado José Luís Ferreira, pode ainda ler-se que “os efluentes sem tratamento percorriam uma linha de água, localizada a pouco metros e na direção de um depósito que, no passado, abastecia com água potável aquela vila do Pinhal Interior, encontrando-se nessa mesma área também um chafariz, sem qualquer referência à qualidade da água, e um espaço para piqueniques composto por mesa e cadeiras”.

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O PEV cita ainda da mesma notícia, sem especificar o órgão de comunicação social, que “a situação apresentava uma imagem degradante, emanando dos efluentes um cheiro nauseabundo”, o que considerou “inadmissível face aos problemas que podem advir para o ambiente e para a saúde pública”.

Tendo feito notar que, “pelo que foi possível apurar”, o foco de poluição “já foi detetado pela autarquia local, encontrando-se a situação em fase de resolução”, o deputado defende, contudo, a importância de “prevenir soluções similares” e “intervir sobre os impactos que poderão ter derivado da escorrência a céu aberto”.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara da Sertã, José Farinha Nunes (PSD), disse que “o problema está identificado” e que “só não está ainda resolvido porque o loteamento está em terreno privado”.

“A estação elevatória não consegue dar resposta ao muito movimento, não tem capacidade suficiente, e os problemas, que são pontuais, vão ser resolvidos com a instalação de uma estação elevatória com mais capacidade”, disse o autarca, que referiu ter um “acordo verbal” com o proprietário.

“É um loteamento privado mas podemos acionar as garantias para realizar as infraestruturas necessárias ao bom funcionamento da estação”, disse Farinha Nunes, que apontou para um prazo de “cerca de 3 meses” para a resolução definitiva daquele problema ambiental.

No pedido de esclarecimentos que o deputado do PEV entregou na Assembleia da República, o Governo, através do Ministério do Ambiente, é questionado sobre se “tinha conhecimento desta situação, se o que motivou a escorrência de efluentes já foi identificada e resolvida e, se sim, qual a solução encontrada para tratar as águas residuais?”

O PEV perguntou ainda ao Ministério do Ambiente se “confirma que a água do depósito e chafariz estão dentro dos parâmetros da água para consumo” e “quais as medidas estão a ser tomadas para descontaminar a linha de água por onde passaram os efluentes e os solos limítrofes a esta linha de escorrência”.

Agência de Notícias de Portugal

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