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Domingo, Outubro 24, 2021

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“Os salteadores da arte perdida”, por Massimo Esposito

“Os salteadores da arte perdida” é um poema de um poeta e divulgador de arte meu conhecido que se esforça por dar a conhecer a poesia e a arte em geral.

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Este último poema diz-me muito, a mim e ao que sinto, como já abundantemente escrevi, sobre a condição estagnante da arte por causa de lobbys e de ignorância.

De lobbys, porque as “elites” fazem o possível para apoiar os seus pupilos (que a maioria das vezes são familiares, amigos de amigos e afins) e que apresentam trabalhos chatos, inúteis, sem alma nem sangue e que não conseguem transmitir o phatos e a emoção pretendida de um artista (vejam por exemplo a actual exposição na Galeria Quartel em Abrantes).

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A ignorância, devido a impreparação natural e coerciva de alguns que se dizem apreciadores de arte mas que nada sabem e pouco se informam. Mas o pior são aqueles que vão atrás das modas ou do que dizem outros, tão ignorantes como eles.

Os Salteadores da Arte Perdida

Impera hoje, em todo o lado, a vil mercância
Por mil escaparates de arte badalada
Descobrindo-se a sua trama malfadada
Naquele real valor de louca manigância.

Nunca em nenhuma altura houve tal ganância
E cada obra-de-arte sai desperdiçada
Numa cobiça de “salteadores” revelada 
Anunciando a promoção com petulância.

Neste engodo navegam os meros criadores
Que têm apenas nome e nunca condição
Porque não têm tempo nem boa vontade…

Está na hora, sim, de banir estes horrores
Fazendo renascer com toda a ambição
Aquela “Arte Perdida” e sua dignidade.

Nesta sublime causa importa construir,
Pelos ventos da alma em revolução,
Um paradigma de Arte para se fruir!

Avante, irmãos Poetas!

Frassino Machado
In LIRA BEM TEMPERADA

Conseguiu assim por em rima e lira o que sinto em relação à arte plástica em geral, seja aqui em Portugal e, com menos virulência, no resto da Europa.

Os que AMAM a arte e sofrem por ela, sabem em que situação tão lastimável estamos e tentam reagir… Através destas linhas eu quero só dizer que quando vamos ver uma exposição ou uma apresentação de poemas ou a um concerto sejamos sinceros e se não gostamos, temos de ser sinceros, sem o MEDO de passar por ignorantes.

A sinceridade é importantíssima para a nossa consciência, concordam?

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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