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“Os números da responsabilidade”, por Hugo Costa

Os preocupantes números que são tornados públicos, nos últimos dias, relativos à pandemia da Covid-19 no distrito de Santarém acompanham o agravamento nacional, depois de um período onde existiu algum abrandamento das recomendações. Um pouco por toda a região, chegam até nós notícias de mais um surto ou contágio, num lar ou instituição. E, nesta terça-feira, data em que escrevo este artigo contam-se, num único dia, 218 mortes a nível nacional. 218 vidas que, num dia, esta pandemia levou.

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Números dramáticos que a todos devem levar a uma reflexão: de que precisamos, de uma vez por todas, ficar em casa e respeitar ainda mais as recomendações da Direção Geral da Saúde, resistindo à tentação de sair nem que seja apenas por um pouco. A situação da saúde pública é muito complexa. A pandemia atravessa os seus dias mais difíceis. É altura de todos assumimos as responsabilidades pessoais e coletivas.

Quatro dias após o pais ter entrado em confinamento geral, foram anunciadas, nesta segunda-feira, 18 de janeiro, mais medidas que visam reforçar este período em que somos convidados ao recolhimento. Este reforço resulta da evolução da pandemia em Portugal, pretendendo-se ainda restringir mais a movimentação de pessoas e alargar o quadro de medidas para combater a covid-19.

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Entendo que as pessoas estejam saturadas de tantas restrições, que tenham que alterar todos os seus hábitos e rotinas, mas é por um bem maior que devemos abraçar estes sacrifícios. Sacrifícios que, obviamente, pedem respostas e apoios na economia. Não se podem simplesmente mandar as pessoas para casa sem salvaguardar como vão garantir a sua subsistência.

Muitos negócios foram obrigados a parar, a fechar portas e existem respostas que devem ser acionadas. Esta crise de saúde pública obriga a medidas fortes para evitar o crescimento das consequências económicas e sociais. É altura de o Estado responder com apoios muito fortes (já anunciados e anunciar) a quem encerra por decisão governamental.

Uma palavra de agradecimento, neste artigo, para reconhecer os profissionais de saúde que estão na primeira linha no combate ao vírus, tal como os trabalhadores essenciais de todos os sectores.  É fácil criticar as autoridades de saúde, achando que devia ser feito isto ou aquilo. Mas à ciência o que é da ciência. Confiança por isso no trabalho desenvolvido pelas autoridades de saúde.

A situação apela à responsabilidade de todos. Cabe a cada um de nós fazer a sua parte para todos sairmos desta situação no menor curto período de tempo. Para já, o lema é mesmo: fique em casa, pela sua saúde e pela saúde dos outros. Protejam-se.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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