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Domingo, Setembro 19, 2021

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“Os ‘novos caminhos’ do Mestre de Sardoal, por Massimo Esposito

No dia 20 setembro, às 18:30, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, foi inaugurada a 3º edição do concurso da Bienal de pintura “o Mestre de Sardoal”, na presença de presidentes de Câmara, altas patentes militares, políticos e também artistas.

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O lugar é cheio de luz e adapta-se bem a um tipo de exposição como esta. As obras foram bem colocadas, o conjunto era muito agradável e tudo estava bem arrumado. O local e os presentes estavam prontos para a comunicação e curiosos em saber quem eram os escolhidos. O Sr. Presidente da Câmara, Miguel Borges, com o seu vigor e simpatia, apresentou o concurso e passou depois a palavra ao único membro presente do Júri que, com poucas palavras, começou por explicar o porquê da escolha dos três premiados no lugar dos outros participantes e tentou, com pouco sucesso, aclarar o que são estes “novos caminhos”.

Este concurso foi instaurado para a defesa de um certo tipo de expressão artística, em honra ao Mestre de Sardoal, e, apesar de aceitar tendências mais próximas do nosso tempo, a ideia básica era ter um concurso de desenho e pintura de arte realista e dar dignidade a quem trabalha afincadamente para encontrar o justo contraste, a bela pincelada, a criação com base em técnicas adquiridas com tempo e suor, como as edições anteriores bem evidenciaram. Mas, das palavras do receoso representante do Júri, ninguém percebeu quais eram os princípios, directrizes ou ideias destes “novos caminhos”.

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Mas, pouco tempo depois, os que assistiam tiveram o privilégio de “tocar com mão”, entender e afinal serem confrontados com o que são estes “novos caminhos”. E aqui talvez eu seja um pouco tendencioso, visto ser eu um artista “não abstracto/conceitual/contemporâneo”, como alguns gostam de ser chamados, e sim, discordo da escolha.

O primeiro prémio esclareceu paulatinamente o que passa na cabeça de alguns e isto é de chocar, criar um OOOOOH!, espantar os presentes e chamá-los de pouco instruídos e sem cultura artística, mas o pior é que assim sendo este concurso já não tem a sua identidade e está a nível de muitos outros e de tantas exposições de “arte Contemporânea”.

Não posso explicar em palavras o que representa a obra do vencedor do concurso, que não conheço e nada tenho contra ele, mas peço, por favor, que vão ao belo Centro Cultural de Sardoal e vejam pessoalmente. Sei que alguns poderão achar engraçada a ideia, mas estou também certo que a maioria irá avaliar correctamente as minhas palavras (como a maioria dos presentes exteriorizou) e poderão ver as outras obras que têm um valor artístico e visual muito interessante.

 

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Este senhor “colunista” de “artista” tem muito pouco. De maldizente a ressabiado, tudo…
    Basta lerem as suas colunas nos mediotejo.net, anteriores para se aperceberem do ser humano que é.

    Muito obrigado pela oportunidade.
    C.Vicente

    • meu caro Carlos Vicente, nao es artista, nao es colunista nem es niguem se nao um funcionario da camara que se pensa alguem, e muito longe de um ser um “ser”humano.
      nao gostas de criticas, isto já sabemos..mas por favor vai ver os comentarios no artigo da Paula Morato e depois pensa na imagem que tens e de como foram ridiculos a premiar aqueles quadritos
      nao ouviste o espanto no momento da “premiaçao” da parte dos outros artistas
      tenho pena que estargaste um bom concurso..mas ..enfim…
      pensa no que diz , porque fazer, nao fazes nada
      abraço

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