“OS Lobos do Tejo – Cá por Causas”, por Paulo Constantino

Afinal havia “lobos” no Tejo!

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Os pescadores conhecem-nos bem, não fossem eles os “pastores” do rio, habituados a defenderem-se das suas descargas de poluição que os obrigam a pescar a montante ou a jusante dos locais afetados ou mesmo a mudarem de águas ou rios para conseguirem obter frutos da sua arte.

Os ambientalistas que cuidam dos rios estão habituados tanto à sua falta de vergonha, quando fazem descargas altamente poluidoras e visíveis a olho nu, como às suas manhas, quando fazem descargas noturnas, ao fim de semana, ou em alturas em que a água corre “anormalmente” abundante.

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As populações ribeirinhas nunca quiseram acreditar que os “lobos” existissem, aceitando os empregos que estes criam sob a sua pele de cordeiro, o que, apesar de compreensível numa época de crise como a atual, tem grandes custos e males, quer hoje, quer no futuro.

Os políticos tendem a ser seduzidos pelo empreendedorismo dos “lobos”, que com os seus milhões de euros criam emprego e dinamizam os seus concelhos, as suas regiões e mesmo a economia nacional, esquecendo-se dos prejuízos ambientais que tais pactos possam causar.

Os fiscalizadores não nos conseguem proteger dos “lobos”, sendo evidente a insuficiência de meios para estes “caçadores” lidarem com tão astuta presa.

No entanto, algo está a mudar, a poluição tem sido tanta e tão óbvia que os pescadores, as populações ribeirinhas, os políticos e os fiscalizadores estão cada vez mais convictos da necessidade de pôr um fim a esta desgovernada falta de valores ambientais.

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Apesar de todos os males que os “lobos” têm causado não se pretende que os “aldeões” se revoltem e façam justiça pelas próprias mãos!

Como ambientalistas que somos queremos a preservação dos “lobos”, para que estes cumpram o seu papel no desenvolvimento económico e social, mas sob a condição de alteração do seu comportamento com vista à plena aceitação dos valores ambientais que atualmente são um fundamento basilar de qualquer sociedade desenvolvida.

Os “lobos” têm de compreender, de uma vez por todas, que a imediata rejeição do comportamento poluidor é fundamental para a sua própria preservação, que a sua própria sobrevivência depende da adoção de um comportamento com responsabilidade ambiental.

Assim, é importante que concretizem imediatamente os investimentos necessários para evitar as descargas poluidoras, até agora adiados por motivos meramente financeiros, facto que apenas tem contribuído para piorar a imagem que os “lobos” têm aos olhos dos cidadãos.

Se este não for o caminho escolhido, o mais certo é, mais tarde ou mais cedo, serem perseguidos por “aldeões” armados de forquilhas.

Pela preservação dos “lobos” com responsabilidade ambiental!

O Tejo merece!

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