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“Os dados não mentem: Portugal a perder competitividade”, por Duarte Marques

Foram hoje divulgados dois indicadores que revelam bem aquilo que muitos de nós têm vindo a dizer: Portugal deixou de crescer, deixou de fazer reformas e estamos consecutivamente a perder o ritmo de modernização da nossa economia que de alguma forma ganhámos após a crise de 2010. Por muito que custe a aceitar a muita gente, graças aos esforços de muitos e à notável capacidade de resiliência dos nossos empresários, Portugal ganhou muito balanço após o resgate financeiro graças às mudanças que fez e ao foco que colocou nas exportações.

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Hoje ficámos a saber que Portugal desceu três lugares no ‘ranking’ mundial de talento do Centro Mundial de Competitividade IMD, ocupando agora o 26.º lugar, segundo informação hoje divulgada pela Porto Business School. “No ‘ranking’ de Talento Mundial do IMD World Competitiveness Center [Centro Mundial de Competitividade], Portugal volta a perder posições pelo segundo ano consecutivo, descendo do 23º para o 26º lugar, entre 63 economias analisadas”, diz o comunicado hoje divulgado pela Porto Business School, parceira do projeto em Portugal.

Por mais que se gaste dinheiro de fundos europeus em formação, muitas vezes de forma deslocada e ineficaz, a descida mais significativa a contribuir para a perda de três lugares ocorreu no indicador ‘Investimento e Desenvolvimento’, “onde Portugal decresceu nove posições, passando do 13.º para o 22.º lugar, principalmente devido à baixa pontuação em formação de colaboradores”.

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Apesar das críticas que muitos ignorantes fazem às escolas de gestão que lecionam em inglês e têm parcerias com empresas privadas, Portugal subiu três posições no indicador de ‘Preparação’. “Esta subida, que o coloca na 24.ª posição, foi motivada pela boa pontuação do país em ‘Management Education’ [Educação para a Gestão] e ‘Competências Linguísticas’,

Também hoje a Pordata publicou um estudo sobre o PIB dos países europeus que revela que em 2019 Portugal afundou-se ainda mais na cauda do pelotão europeu apesar da propaganda Socialista, Comunista e Bloquista dizer precisamente o contrário. Atrás de nós só está a Roménia, a Letónia, a Grécia, a Bulgária e a Eslováquia. Há 20 anos, Portugal tinha o 15º PIB per capita da EU a 27. Depois 10 anos depois fomos ultrapassados pela Eslovénia, por Malta e pela República Checa e passámos a ser o 18º. Em 2019 fomos ultrapassados pela Lituânia e pela Estónia. Só falta a Grécia que até tem crescido mais do que nós.

Para gerir um país, não basta distribuir recursos. É preciso equilibrar os pratos e garantir que a economia cresce o suficiente para pagar a despesa social. Nestes últimos anos o brilhante Governo da esquerda portuguesa limitou-se a usufruir das reformas que herdou e a distribuir dinheiro sem se preocupar em garantir que a economia continuava a crescer o suficiente para manter essas políticas. É muito essa a diferença entre o PSD e o PS. O resultado está à vista.

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Duarte Marques
Duarte Marques, 38 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros. Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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