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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

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“Orçamento do Estado e fake news”, por Hugo Costa

Como era de esperar, o Orçamento do Estado para o ano de 2019 já está no centro do debate político. O arranque do seu debate na generalidade está marcado para o próximo dia 29 de outubro, data em que irei escrever um artigo subordinado ao tema. É um Orçamento para as pessoas, cumprindo a responsabilidade de contas públicas saudáveis. O menor défice de sempre é colocado ao mesmo tempo em que surgem políticas que visam redistribuir o rendimento.

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Aproveito, por isso, este espaço de opinião semanal, para vos voltar a falar de “fake news”, demagogias e mentiras. Não pode passar incólume o facto de, na última semana, eu e os restantes deputados eleitos pelo Distrito de Santarém termos sido “brindados” com uma pérola nas redes sociais que só visava a desinformação da opinião pública. E todos sabemos que uma mentira repetida muitas vezes acaba por ser tomada por verdade. Que irresponsabilidade por parte de quem coloca a circular estas inverdades. É essa a democracia que defendem?

Falo de um cartaz que surgiu a menos de um ano das eleições legislativas e, como tal, numa altura profícua em questões populistas. Aparentemente, o PCP do distrito de Santarém fez uma montagem com fotografias dos deputados de uma votação de uma resolução sobre o salário mínimo. Mas vamos aos factos, esses sim inquestionáveis: 1 – O Governo do PS subiu, em três anos, o salário mínimo de 505 euros em 2015 para 580 euros em 2018; 2 – O Governo acordou com os parceiros de esquerda que o salário mínimo seria de 600 euros em 2019; 3 – Em Portugal, quem faz a proposta de salário mínimo é o Governo. A mesma proposta é feita em concertação social; 4 – O salário mínimo é muito baixo. Devemos trabalhar para o fazer crescer. Bem sei que as pessoas merecem mais para ter dignidade e 5 – É pena a altura eleitoral conduzir a estas politiquices demagógicas. O PCP não costuma tornar pessoal as questões políticas. Tudo indica que fez isso. Ou pelo menos alguém utilizando o símbolo. É pena.

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Penso que cada cidadão deve também ter responsabilidade pela partilha que faz na sua rede social, não se deixando manipular por estes casos como também o foi o elevado número de partilhas na internet, de idosos que teriam sido agredidos e que depois se percebeu que nada tinha a ver com o caso da detenção de três indivíduos. Muitos na ânsia de fazer justiça nas redes sociais acabam por partilhar aspetos que não são verdade, contribuindo para a disseminação das fake news e que a todos prejudica.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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