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Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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Oportunidades anunciadas por fecho da central do Pego deixam Abrantes com “grandes expectativas” (c/ÁUDIO)

O presidente da Câmara de Abrantes disse hoje que o fecho da central a carvão do Pego é “um momento histórico”, tendo manifestado “grandes expectativas para com o futuro” pelas oportunidades de desenvolvimento social e económico que podem ser proporcionadas pelo Fundo de Transição Justa.

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“São várias as situações aqui em causa com o encerramento da central a carvão, mas hoje foi aqui apresentado, quer pelo senhor ministro do Ambiente, quer pela senhora ministra da Coesão Territorial, propostas concretas e objetivas (…) quer no cuidado que vamos ter com os trabalhadores, quer no fundo com os mecanismos financeiros que vão estar disponíveis para surgirem novos investimentos no nosso território”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, tendo destacado a “palavra” do primeiro ministro “de que o Governo tudo fará para concretizar isto mesmo, a proteção das pessoas e a proteção de um território, e nós saímos daqui com grandes esperanças e expectativas para com o futuro”.

O primeiro-ministro disse hoje, em Abrantes, que o encerramento da unidade a carvão da central termoelétrica do Pego é um exemplo que dá “confiança” de que a transição energética é possível “sem deixar ninguém para trás”.

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António Costa falava no encerramento da sessão de apresentação das medidas de antecipação do Fundo para a Transição Energética que visam compensar os trabalhadores e o território do Médio Tejo, onde Abrantes se insere, pelo encerramento daquela unidade, no dia que marca o fim do uso do carvão como fonte de produção de energia em Portugal.

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje em Abrantes que o encerramento da unidade a carvão da Central Termoelétrica do Pego é um exemplo que dá “confiança” de que a transição energética é possível “sem deixar ninguém para trás”. Foto: mediotejo.net

“É precisamente de justiça que hoje aqui tratamos na nossa cidade, desde logo a justiça de garantirmos a devida proteção do planeta para as gerações futuras, afirmada pelo processo da descarbonização, mas sobretudo a justiça de concretizar este desígnio assumindo compromissos com a humanidade mas num processo de defesa da sustentabilidade que impeça a pobreza e a desigualdade nas nossas comunidades”, frisou o autarca de Abrantes.

Oportunidades anunciadas com fecho da central do Pego deixam Abrantes com “grandes expectativas”. Foto: mediotejo.net
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Tendo feito notar que o “momento histórico que vivemos reforça a audácia com que Portugal encarou este desafio”, Manuel Jorge Valamatos lembrou que “os municípios de Matosinhos, Sines e Abrantes/Médio Tejo foram os primeiros a ser chamados a contribuir diretamente para que Portugal atinja os objetivos da descarbonização, sofrendo com isso fortes impactos negativos nas mais diversas áreas, em especial na vertente social e económica”.

Nesse sentido, afirmou, dirigindo-se ao primeiro-ministro, “é fundamental a intervenção do Fundo da Transição Justa e que este seja concentrado nos territórios que enfrentam relevantes desafios sócio económicos decorrentes dos processos de transição para uma economia neutra”, sendo “uma oportunidade única para tornar as nossas economias mais modernas e mais competitivas com base em investimentos sustentáveis e para ajudar os territórios que hoje já absorvem o impacto da transição”.

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Valamatos disse ainda ser “imprescindível assegurar a requalificação dos trabalhadores afetados nos processos de transição, garantindo-lhes emprego, formação e proteção social adaptada às exigências que vivemos”, a par das “necessárias respostas adequadas, garantindo que novas oportunidades surjam na economia local e regional”, vincou.

“O fomento da atividade económica, a promoção de ecossistemas de empreendedorismo, o desenvolvimento e a transferência de setores de atividade com tecnologias avançadas para estas regiões, e, no caso de Abrantes, a reconversão da central termoelétrica do Pego para energias renováveis, são prioridades que terão forçosamente de se concretizar”, defendeu.

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes. Foto: mediotejo.net

“Com o encerramento da central termoelétrica a carvão colocava-se um grande desafio à nossa comunidade, e continua-se a colocar. Por um lado, os trabalhadores, a sua requalificação, a sua formação, o seu reencaminhamento para outras áreas profissionais. Depois a questão da economia local. Com o encerramento é evidente que se abre aqui uma ferida muito significativa na vida da nossa economia local e regional, e é importante que o fundo de transição justa sirva verdadeiramente para impulsionar novas empresas, novos projetos, capacidade para atrair para aqui novos investimentos, e é isso que nós desejamos a todo o tempo”, disse o presidente da Câmara, aos jornalistas, tendo feito notar, por outro lado, também “esperar que este processo concursal que está a decorrer possa terminar num excelente projeto para Abrantes e para a nossa região”.

“Agora, há aqui uma certeza que todos temos de ter. Há aqui um trabalho imenso para fazer nos próximos tempos, de acompanhamento, da atenção e colaboração institucional que Abrantes e o Município terá que ter, bem como a Comunidade Intermunicipal, e é isso que vamos fazer a todo o tempo”, vincou, tendo feito notar que, com as dificuldades originadas pelo fecho da central a carvão, podem surgir novas oportunidades.

“Claro que sim, nestes constrangimentos e dificuldades, surgem sempre outras oportunidades. De facto, é um dia histórico para o país, em que se deixou de produzir energia elétrica a partir do carvão, em que todo este processo de descarbonização é enaltecido e valorizado do ponto de vista ambiental, na certeza porém que do ponto de vista económico e social é preciso dar as respostas bastantes para contrariar aquilo que tem de ser feito em termos ambientais. E é isso que vamos fazer seguramente, e temos grandes expectativas no futuro. Se, por um lado, Abrantes marca este dia histórico pelo fator de descarbonização, simultaneamente também está muito atento aos novos desafios, para que a nossa comunidade possa sair deste processo reforçada ambientalmente, mas que depois economicamente e socialmente”.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

O Governo lançou hoje um aviso para apoiar empresas que queiram fazer novos investimentos no Médio Tejo, empregando trabalhadores da região, especialmente os afetados pelo encerramento da unidade a carvão da Central Termoelétrica do Pego.

O anúncio foi feito pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, na sessão em que foi anunciada a antecipação de fundos da Transição Justa para apoio ao emprego e ao investimento no Médio Tejo, a qual contou, ainda, com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, e do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes.

Ana Abrunhosa afirmou que o aviso se destina a investimentos focados no “futuro da indústria e da economia”, nomeadamente na mobilidade sustentável, nas energias renováveis, na economia circular, na biotecnologia ou noutras tecnologias limpas, disse.

Segundo o ministro do Ambiente, o aviso lançado hoje para a instalação de novas atividades económicas na região deverá criar 600 a 700 postos de trabalho.

“Estimamos, e obviamente só podemos estimar, que virão a ser criados 600 a 700 postos de trabalho em função do aviso” hoje apresentado, disse.

Reconhecendo o impacto económico e social do encerramento da unidade a carvão da Central do Pego, Matos Fernandes declarou-se convencido de que o Fundo para a Transição Justa permitirá fazer nascer no território “um conjunto de grandes projetos, da nova economia, alinhados com a digitalização e a descarbonização”.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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