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Sábado, Setembro 18, 2021

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Omiri estreia nova remistura da tradição rural de Pombal, Alcanena e Tomar

As músicas e paisagens sonoras da tradição rural de Pombal, no distrito de Leiria, e de Alcanena e Tomar, no distrito de Santarém, inspiram um novo projeto de Omiri, que atua na quinta-feira, dia 9 de setembro, em Alcanena.

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“Beira Litoral e Ribatejo Vol. 1 Pombal Alcanena e Tomar” foi desenvolvido nos últimos meses, com gravações vídeo e áudio naqueles territórios, material a partir do qual Vasco Ribeiro Casais, músico, compositor e produtor de Omiri, criará três espetáculos originais, remisturando sons, imagens e música ao vivo.

A estreia decorreu no sábado, na Praça Marquês de Pombal, em Pombal, seguindo o espetáculo para Alcanena (09 de setembro) e Tomar (09 de outubro).

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Integrado na Artemrede, “Beira Litoral e Ribatejo Vol. 1 Pombal Alcanena e Tomar” nasce de um desafio lançado para “misturar num só espetáculo práticas musicais já esquecidas”, combinando “formas e músicas da nossa tradição rural com a linguagem da cultura urbana”, avança aquela estrutura em comunicado.

Em Pombal, captou o tear de Maria das Mantas, as mulheres do bracejo da Ilha, os moinhos das Cassinheiras e o tanoeiros de Matos da Ranha, entre outros.

Já em Alcanena, a indústria dos curtumes, os fabricantes de vassouras, os teares de Minde ou toque das pinhas da Serra de Santo António são matéria-prima para o espetáculo.

Por Tomar, a criação conta com os almudes e tréculas dos ranchos folclóricos, sons da olaria ou o contador de histórias de Cem Soldos.

“De norte a sul de Portugal encontramos coisas brutais. Somos um país muito rico, também porque somos um país muito antigo”, afirma à agência Lusa Vasco Ribeiro Casais, que há uma década dá vida a Omiri.

Em Pombal, Alcanena e Tomar a investigação beneficiou, uma vez mais, da “riqueza das pessoas”.

“O que transmitem é o reflexo do que são. O mais giro é a espontaneidade. Depois, é tudo misturado por mim”, cruzando música, dança, vídeo, eletrónica e instrumentos – como viola braguesa, gaita-de-foles, bouzouki ou nyckelharpa -, num exercício que leva a tradição para linguagens que vão do ‘hip hop’ ao ‘metal’.

O resultado faz com que Omiri sirva para “desbloquear o preconceito que existe nos meios urbanos, de que a tradição é meio foleira”, acredita Vasco Ribeiro Casais.

“Só quem vive o concerto é que percebe realmente. Isto é mesmo a experiência daquele momento”, explica o músico, que procura conciliar entretenimento e identificação cultural em espetáculos com “uma carga emocional”, porque funcionam como reconhecimento e valorização de quem fica registado.

Por isso, assume “muita preocupação em tratar com dignidade e respeito” as pessoas que grava.

Antes destas apresentações ao vivo, Vasco Ribeiro Casais confessa-se “um bocadinho ansioso”. Afinal, “é a cultura do sítio” que está em jogo e pela primeira vez as novas remisturas serão reveladas ao público.

“É um bocado um tiro no escuro. Sinto um certo peso. Gostava que as pessoas se sentissem identificadas e viajassem comigo de uma forma boa”, conclui.

Agência de Notícias de Portugal

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