“Olha, Pai Natal”, por Adelino Correia-Pires

Foto: Miguel Simão

Olha, Pai Natal
Este ano não quero prendas.
Não quero jogos, nem música,
não quero jóias, nem roupas,
nem sequer vou viajar.

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Não te quero cá Pai Natal.

Quero antes que dês
mimos a quem precisa,
calor a quem tem frio.
Que faças rir quem não sabe,
ou pelo menos sorrir.
Que sintas o que faz falta
à gente que nada tem.
Que ouças o que tem para dizer
a gente que nada diz.

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Olha, Pai Natal,
olha para esses olhares
que escondem mais do que mostram,
que calam mais do que falam
e ainda assim quase riem.

Não, Pai Natal,
este ano não te quero cá,
vais ter tanto que fazer…

 

(escrito no Natal de 2010, mas ainda e sempre atual)

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