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Sábado, Novembro 27, 2021

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“Obrigado”, por Vasco Damas

Como sabemos, a vida é feita de ciclos, e assim, termina hoje o caminho que comecei aqui a percorrer em agosto de 2017. Não sei se será um fim sem regresso ou se as voltas da vida me permitirão voltar aonde sempre gostei de estar, mas, independentemente daquilo que o futuro me reservar, foi um privilégio estar por aqui durante cento e noventa e oito semanas.

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Nem sempre foi fácil e houve semanas em que o resultado que acabou por ser publicado foi conseguido com grande sofrimento, mas aqui chegado, termino esta colaboração com a sensação de dever cumprido onde honrei o que escrevi no “princípio” – “neste espaço partilhei visões, emoções e provocações, sempre com o compromisso de responder, única e exclusivamente, por mim e pelas minhas inquietações. Fui honesto e genuíno e em nenhum momento deixei de ser eu e as minhas convicções”. 

Confesso que, apesar das “dores de parto” em algumas semanas, este exercício de reflexão semanal me foi transformando semana após semana, “obrigando-me” a ser mais disciplinado, atento, analítico e crítico, sem ultrapassar linhas vermelhas e mantendo-me sempre dentro dos limites da urbanidade. Modéstia à parte, penso que o consegui.

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No momento da despedida, não posso deixar de agradecer a oportunidade à Patrícia e ao Mário Rui. Acreditem que, semana após semana, a minha maior angústia encerrava-se na capacidade de estar ao nível do “produto” de excelência que vocês construíram com tanto empenho, paixão, dedicação e competência. 

Um obrigado especial também a si, que fez o favor de ir acompanhando as minhas reflexões semanais. As interações, as reações e os comentários nunca me deixaram indiferente, contribuindo para outras reflexões que foram enriquecendo o meu conhecimento sobre os diversos temas que fui partilhando ao longo de quase quatro anos.

Neste fecho de ciclo partilho apenas duas mágoas. A primeira, originada pelo facto de ter ficado a apenas duas crónicas de um número redondo e robusto. A segunda, pelo paradoxo que está na origem de um silêncio precoce, pois numa sociedade que se quer plural, a equidade não se atinge “calando” algumas vozes, mas, pelo contrário, dando voz a mais vozes. 

Mas como em tudo na vida, “manda quem pode, obedece quem deve”. É também por isto que não devemos negligenciar a nossa responsabilidade de sermos cidadãos de corpo inteiro. É também por isto que sinto um particular orgulho pelo caminho que me foi permitido percorrer por aqui. Um misto de orgulho e emoção que me vai fazer ter saudades deste compromisso semanal. Mas, olhando para esta realidade de forma pragmática, só temos saudades daquilo que nos marcou positivamente, e este fim só foi possível porque teve um início, e é o intervalo que fica entre um e outro que deve ser valorizado.

No fundo e no fim, é isso que fica. A oportunidade, a experiência, o crescimento, a gratidão. Por tudo o que referi e por muito que terá ficado por dizer, o meu muito e muito obrigado. Até sempre!

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É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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