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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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Obituário | Bernardo Bairrão, o gestor que fez magia na televisão (1966-2021)

Bernardo Bairrão morreu este sábado, 27 de fevereiro, vítima de cancro. Tinha 54 anos. As cerimónias fúnebres vão realizar-se em Cascais, onde vivia, com missas no domingo à tarde e na segunda-feira de manhã.

Bernardo Bairrão cresceu no Tramagal, no concelho de Abrantes, onde a sua família tem raízes desde o século XVIII. Bernardo era filho de Isabel e Luís Bairrão, e irmão de Luís, Margarida e Isabel.

Licenciado em Gestão de Empresas pela Universidade Católica em 1989, Bernardo Bairrão ingressou nos quadros da Media Capital em 1994, na área financeira, tornando-se depois Diretor-Adjunto do Presidente, Miguel Pais do Amaral. Em 2006 assumiu o cargo de Administrador Delegado da Plural Entertainment Portugal, posição que acumulou com o cargo de administrador da TVI até 2011. Nesse ano foi indicado para Secretário de Estado da Administração Interna no governo de Pedro Passos Coelho, mas acabou por não assumir funções. Na última década, afastado dos media, dedicou-se à gestão de fundos de investimento.

Luís Sobral, atual CEO da nova empresa dona da TVI, já lamentou a morte do ex-administrador da televisão. “Conheci o Bernardo Bairrão em 2002, na TVI. Era uma pessoa fácil de gostar. Na altura, ele e José Eduardo Moniz estavam a reconstruir o canal. Eram uma dupla muito forte, completavam-se, o que se comprovou nos anos seguintes. Guardo dele a imagem de uma pessoa amável, empenhada, próxima e extremamente competente. Quando se fizer a história da TVI e da Media Capital, haverá sem dúvida um capítulo dedicado ao Bernardo Bairrão.”

Também Nuno Santos, diretor de programas da TVI, escreveu esta noite no seu Facebook: “Era sempre um homem afável e próximo, conhecedor profundo do sector. Hoje a Media Capital e a TVI perderam uma das pessoas a quem a Empresa mais deve. Que os que ficam saibam honrar a sua memória e o seu legado.”

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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