Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -
Sábado, Julho 31, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Obituário: A despedida de Helena Bandos ao Dr. Consciência

A despedida de Helena Bandos, presidente do Grupo de Teatro Palha de Abrantes, ao amigo Eurico Heitor Consciência.

- Publicidade -

Partiu mais um amigo e cada amigo que parte é um pouco de nós que parte também. Ontem o Dr. Consciência deixou-nos. Muitos já falaram e escreveram sobre ele e talvez já pouco há para falar, mas mesmo assim vou recordar o Homem que conheci nos finais de sessenta quando cheguei a Abrantes.

Conheci o Dr. Consciência na EICA, como professor e como professor era admirado pelos alunos que ainda hoje o recordam com saudades das suas aulas. Não foi apenas professor de Direito Comercial como testemunhava ontem um antigo aluno, ensinou-os a amar os livros e a ouvir música. Ajudou-os a descobrir os valores da responsabilidade e da liberdade. A sua passagem pelo ensino marcou uma geração.

- Publicidade -

A sua relação com os colegas na sala dos professores era ótima. Sempre afável  e cordial.

Irrequieto e desafiador, foi importante no despertar da sociedade abrantina, num período de marasmo. Em 1969 vai embarcar na grande aventura da organização das “ Jornadas culturais”. Foi um grande desafio para ele e para os amigos que o acompanharam. Abrantes viveu momentos de encantamento. A cidade foi palco de grandes eventos culturais. Abrantes saiu à rua. Os Jogos Juvenis puseram os jovens a praticar desporto. Nada e ninguém ficou de fora.

A sua casa estava sempre aberta para receber os amigos. Lá se discutia poesia, livros e obviamente política. Aprendi muito nestes encontros em sua casa. Obrigado meu grande amigo.

Um grande abraço de pêsames para a Ana Maria, João, Teresinha, Rui e André. Sintam-se orgulhosos pelo grande pai que tiveram.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome