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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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“O tempo não pára”, por Vasco Damas

Ainda ontem era Natal e depois de amanhã já é dezembro outra vez. Bem sabemos que o tempo não pára mas ele podia ser mais condescendente e em vez de acelerar a cada ano que passa podia reduzir a velocidade para nos permitir viver cada momento das nossas vidas com uma merecida e mais do que justa intensidade mastigada.

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Colocando as coisas em perspetiva, ainda me lembro dos meus tempos de ensino básico, que por esses dias eram de escola primária e da sensação de infinito provocada pelas férias de verão que precisamente por causa disso se chamavam férias grandes. Nesses tempos eu sabia que elas tinham princípio mas parecia que nunca mais tinham fim.

Hoje, esse lapso de tempo esgota-se num bocejo quando concluo que consigo recordar com particular nitidez o dia do nascimento da minha filha mais velha e neste momento aproximamo-nos vertiginosamente já do seu décimo quarto aniversário ou que parece que foi ontem que fiquei a saber que ia voltar a ser pai e que por estes dias acabou de se completar o segundo aniversário dessa emoção.

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É, o tempo não pára mesmo, mas parece que aumenta ainda mais a velocidade quando rebobinamos o filme e nos focamos apenas nos sentimentos mais bonitos.

Com algum pragmatismo, deixem-me retirar alguma emoção e acrescentar uma pitada de razão – ainda bem que não pára porque enquanto assim for renovamos a oportunidade de continuar a ser surpreendidos pela vida.

O problema é que o que foi vivido já passou e o que nos falta viver ainda não chegou mas muitas vezes esquecemo-nos dessa inevitabilidade e ficamos demasiado agarrados àquilo que conhecemos, comprometendo de forma, total ou parcial, as alegrias que desconhecemos e que ainda nos estão reservadas no futuro.

O tempo não pára, é certo, mas não repito esta frase batida com saudosismo e definitivamente nunca com aquele saudosismo negativo baseado na teoria científica de que no meu tempo é que era bom. Quanto muito, repito-o com alguma mágoa porque eventualmente nem sempre o terei aproveitado da melhor forma e as oportunidades desperdiçadas ter-se-ão perdido para sempre, mas nesta matéria não serei certamente muito diferente da maioria de nós.

Onde talvez possa ser um “bocadinho” diferente é na opinião de que o “meu tempo” é aquele que estou a viver no momento e não aquele que já foi vivido no passado, e mesmo tendo vivido muitas coisas boas nesse passado, o melhor da minha vida é definitivamente o que ainda está por vir. É nisto que acredito e é com base nesta filosofia que acordo bem-disposto todos os dias. Literalmente!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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