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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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“O seu filho dorme pouco? Parabéns! Tem uma criança normal”, por Vânia Grácio

Quando estava grávida da minha primeira filha, ouvi muitas vezes que “o mundo como eu o conhecia – ia acabar”, no sentido de me quererem alertar para as modificações que a minha vida ia sofrer. E é verdade. Tudo mudou. Posso não sair tantas vezes, ter uma vida social mais limitada, estar mais condicionada em algumas atividades, dormir menos horas, mas na minha perspetiva, a minha vida mudou efetivamente, mas para melhor. Com o segundo filho, estas mudanças acentuaram-se ainda mais. As noites voltaram a ser mais curtas e o número de horas de sono, continua a ser reduzido. Mas a felicidade é a dobrar.

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Uma das questões que mais preocupam e deixam os pais e as mães de cabelo em pé, é o facto das suas crianças não dormirem. Não dormirem as horas que os pais e as mães queriam. Sempre fui dorminhoca e realmente custou-me passar a dormir menos, mas a natureza tem coisas fantásticas e o nosso corpo habitua-se a isso. Obviamente, uns dias melhor que noutros.

A verdade é que as crianças pequenas fazem ciclos de sono mais curtos, e uma noite inteira para elas é, preste atenção e tome nota: quatro a cinco horas. Isso mesmo. Uma criança que dorme a “noite toda”, é porque dorme quatro a cinco horas seguidas. Durante o dia o bebé pode estar acordado por pequenos períodos de 45 minutos a uma hora e meia, e fazer várias sestas, mas a “noite toda” das crianças não e decididamente o mesmo que a “noite toda” dos adultos.

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Por isso mamãs e papás acreditem: não fizeram nada errado, nem o vosso filho tem algum problema (salvo questões médicas avaliadas caso a caso), é normal que as crianças acordem várias vezes ao longo da noite, e em bebés mais pequeninos é até protetor. O facto de acordarem várias vezes durante a noite, reduz o risco da síndrome da morte súbita do lactente.

É certo que há outros fatores que fazem com que as crianças durmam menos horas e estejam mais rabugentas, como o nascimento dos dentes, as cólicas, ou mesmo a fralda suja, a fome, o frio ou o calor, ou simplesmente a necessidade do colo. Portanto mamãs e papás, não stressem. Respirem fundo, respondam às necessidades dos vossos filhos e aproveitem para dormir quando eles dormem também. Esqueçam a casa desarrumada, ou aquele relatório que está por acabar. Esta fase vai melhorando (ou não) e vão conseguir adaptar-se.

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Fica no entanto o alerta de que à medida que crescem, a “noite toda” passa a ser um pouco maior, mas surgem outros despertares de acordo com a fase de desenvolvimento da criança. Não vale a pensa stressar, isso só aumentará as horas de espertina. As crianças são mesmo assim. E todos nós já fomos crianças.

Vânia Grácio é Assistente Social e Mediadora Familiar e de Conflitos.
Licenciada em Serviço Social pelo Instituto Superior Bissaya Barreto e Mestre em Serviço Social pelo Instituto Superior Miguel Torga. Pós Graduada em Proteção de Menores pelo Centro de Direito da Família da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e em Gestão de Instituições de Ação Social pelo ISLA. Especializou-se na área da Mediação de Conflitos pelo Instituto Português de Mediação Familiar e de Conflitos.
Trabalha na área da Proteção dos Direitos da Criança e da Promoção da Parentalidade Positiva. Coloca um pouco de si em tudo o que faz e acredita que ainda é possível ver o mundo com “lentes cor-de-rosa”. Gosta de viajar e de partilhar momentos com a família e com os amigos (as). Escreve no mediotejo.net ao sábado.

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