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Sábado, Julho 24, 2021

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“O que dizer que faça a diferença numa mudança de ano”?, por Hália Santos

O que dizer, nesta mudança de ano, que não tenha sido já dito ou que dificilmente venha a ser dito? Esta é uma missão quase impossível, quando se fala de um ano que deixa na História do mundo uma crise gigantesca de migrantes e que deixa em Portugal um Governo inédito, com tudo o que estes dois episódios possam significar.

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E, depois, ainda há mensagens importantes, como todas aquelas que o Papa deixou, independentemente de se ser católico ou não, que marcam indiscutivelmente o ano que agora termina. Quebrou preconceitos, fez-nos pensar. Terá afastado uns, mas certamente que aproximou muitos outros da sua Igreja. E isto não é coisa pequena…

Estes são apenas três pequenos grandes ‘flashes’ que vêm à memória quando 2015 é o ano que está na nossa cabeça. E não há muitas outras coisas que se deva referir? Então e os escândalos dos bancos? Sim, certamente que sim, que muitos outros episódios marcaram este ano. Como a morte de um jovem à espera de uma operação.

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Mas aqueles três pequenos grandes ‘flashes’ são incontornáveis, pelo significado que têm nas nossas vidas, direta ou indiretamente. E que nos devem fazer pensar no que será a nossa vida daqui para a frente. Sendo uma proposta muito pouco inovadora, vale a pena pensar naquilo que nos poderá mover neste ano que agora chega.

Há quem faça listas de objetivos a alcançar ao longo do ano novo. Vale o que vale. Será um método, para alguns. Outros certamente que vão preferir viver o dia a dia, recolhendo da vida o melhor que puderem. Por muito que tentemos condicionar o futuro ou que deixemos fluir os acontecimentos, a verdade é que o que nos espera não passa de uma incógnita. Quase tudo de bom e de mau nos pode acontecer de um dia para o outro.

Muitas coisas dependerão de nós e da força que tivermos para construir o que se segue ou para inverter o que eventualmente nos esteja destinado. Mas muitas outras coisas dependem de outros, de circunstâncias, de acasos até. Por isso, a melhor sugestão para viver o novo ano é simples e válida para todos os novos anos: caminhar sem atropelar os que também caminham, avançar sem esquecer os que precisam de uma mão, e subir sem pressas para se alcançar o que se pretende com a cabeça erguida.

Professora e diretora da licenciatura em Comunicação Social da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), do Instituto Politécnico de Tomar, doutorou-se no Centre for Mass Communications Research, da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Foi jornalista do jornal Público e da Rádio Press. Gosta sobretudo de viajar, cá dentro e lá fora, para ver o mundo e as suas gentes com diferentes enquadramentos.
Escreve no mediotejo.net à quinta-feira.

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