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“O preço da água”, por Vasco Damas

Ficámos na semana passada a conhecer o preço que se paga pelo consumo de água nos treze concelhos que compõem a região do Médio Tejo. Sem grande surpresa, Abrantes volta a estar em destaque, ocupando um honroso 2º lugar da tabela… obviamente, no lado mais caro!

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Sabe-se por definição que o preço está dependente do custo, do serviço ou da qualidade entre muitas outras variáveis, mas já que estamos a “falar” de água, seria desejável, para não dizer exigível, uma maior transparência na decomposição das várias parcelas que compõem o que todos pagamos por este bem de primeira necessidade, para que as regras do jogo ficassem claras para todos.

Sabendo-se ainda que o preço está associado ao custo que se gasta para produzir o produto ou para garantir o serviço, talvez valha a pena ter um conhecimento mais profundo das empresas que gravitam à volta do negócio da água no nosso concelho e, desta forma, avaliar as reais possibilidades de emagrecer o seu custo e aproveitar para reduzir o preço que todos pagamos pela água em Abrantes.

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E aqui chegados, talvez seja oportuno rebobinar o filme e voltar a pedir explicações em relação ao retrocesso no processo, que chegou a estar bastante adiantando, de adesão à Tejo Ambiente, porque, como podemos hoje confirmar, os concelhos que acabaram por formalizar essa adesão pagam um preço muito mais baixo que aquele que pagamos em Abrantes.

Contas feitas, numa análise muito minimalista, se à diminuição do preço da água juntássemos a constituição de empresas que criam valor e empregos reais e não apenas virtuais, talvez Abrantes voltasse a ser uma terra boa para viver, trabalhar e investir. Lembram-se? Vale a pena voltar a pensar nisto.

Se se gerirem os recursos numa lógica equilibrada de gestão de prioridades, abandonando as obras faraónicas sem retorno ou utilidade, para se investir naquilo que verdadeiramente acrescenta valor e melhora a qualidade de vida da cidade, do concelho e das pessoas, talvez Abrantes volte a ser uma terra boa para viver, trabalhar e investir e, quem sabe, recuperarmos a esperança de podermos orgulhosamente afirmar que “Abrantes é uma terra com passado, que trabalha no presente com o foco no futuro”.

Refiro-me ao futuro a médio/longo prazo. Ao futuro estratégico, àquele que faz a diferença para a próxima geração. Àquele que nos faz ter de vontade de ficar para criar, desenvolver e crescer. A esperança é a última a morrer e antes quebrar que desistir. E este ano a esperança renova-se e o futuro de Abrantes voltará a estar dependente daquilo que os abrantinos quiserem. Será que queremos ou voltaremos a adiar o futuro?

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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