Segunda-feira, Dezembro 6, 2021

“O pior ano das nossas vidas”, por Vasco Damas

Numa visão global e coletiva, 2020 será relembrado durante muito tempo como o pior ano das nossas vidas. Não o afirmo em nome próprio, mas escrevo-o solidarizando-me com todos aqueles que o sentiram no decorrer do ano que agora termina.

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Em defesa do rigor, sem precisar de recuar para lá do século passado, é muito provável que a história recente nos tenha “oferecido” anos piores, com mais destruição, mais mortes, mais fome e maiores dificuldades, mas como é no presente que se sentem as “dores” com maior intensidade e, enquanto não tiverem passado os anos que transformem este presente em passado, e enquanto não tiver passado o tempo que permita fazer uma rigorosa leitura histórica deste ano, acredito que ele continue a ser relembrado durante bastante tempo, porque foi vivido e sentido pela maioria de nós, como o pior ano das nossas vidas.

No entanto, apesar dos impactos reais e profundos na vida, na saúde, no emprego e na economia de todos nós e da generalidade da maioria dos países, acho que 2020 tem um fio condutor com os thrillers psicológicos assinados por M. Night Shyamalan, onde a incerteza, o desconhecido e os “males” que nos esperam a qualquer momento no futuro, nos causam maior medo e terror que todos os problemas que temos que resolver e gerir no presente.

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Não sou negacionista e não minimizo, de todo, os problemas trazidos por esta pandemia mundial. Limito-me a colocar as coisas em perspetiva, comparando o que é, com aquilo que achámos que ia, ou ainda, pode vir a ser.

É óbvio que 2020 não poderá ser pior para todos aqueles que, diretamente ou indiretamente, perderam a vida por causa desta pandemia. Também é um facto que todos sentimos alterações brutais nas nossas vidas, nas nossas relações sociais e nos nossos afetos. Mas, para mim, apesar de todos estes pesares, a grande revelação que esta pandemia nos trouxe em 2020, foi a confirmação da falta de empatia que existe na generalidade da humanidade, onde foi visível o exacerbamento do egoísmo, do oportunismo, da estupidez e do interesse.

Talvez, devido a esta confirmação, 2020 seja de facto o pior ano das nossas vidas. Desaproveitarmos esta oportunidade para construir um mundo melhor e um futuro com mais oportunidades para todos, mostra a verdadeira essência da nossa humanidade. E nesta matéria, temo que a ciência não nos possa ajudar e que não se consiga “produzir” uma vacina contra este vírus!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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